Raridades tipográficas
Francelino França
De Londrina
A Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina, em comemoração à Semana Nacional do Livro, abre a partir de hoje uma exposição de obras raras e especiais. Foram catalogadas aproximadamente 675 obras do gênero, obtidas através de doação espontânea. Desde julho deste ano, professores e alunos do Curso de Biblioteconomia, juntamente com funcionários da BC, trabalharam no acervo para deixá-lo em condições de ser exposto.
Para o livro ser raro, na concepção do colecionador José Mindlin, não basta ser antigo. É preciso levar em consideração conteúdo, valor histórico, tradução e ilustrações. Há livros modernos mais difíceis de encontrar do que muitas obras de séculos atrás.
De acordo com a bibliotecária Dirce Fernandes, a definição dos critérios de seleção do material foi baseada em informações da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Edições com tiragens reduzidas, livros anotados e corrigidos pelo autor, obras com dedicatórias e obras repudiadas pelo autor são alguns dos critérios utilizados pelos profissionais na catalogação. É importante ter um acervo organizado, para dar suporte aos usuários nas pesquisas, avalia a bibliotecária.
O trabalho da equipe foi bastante minucioso. As estagiárias Giselia Cristina de Almeida e Sandra Reis, do curso de Biblioteconomia, trabalharam na seleção e identificação das 675 obras, material que estava há muito tempo aguardando catalogação. Entre outros cuidados, a maior parte das obras passou por um processo de desinfecção, realizado por Aparecida Lopes e Yara Prazeres, profissionais da área de conservação.
A exposição de obras raras e especiais permanece nas dependências da Biblioteca Central da UEL até o dia 29, e contará com 15 obras mais representativas. Entre elas estão livros de Charles Darwin, integrantes dos estudos da evolução da espécie, datados de 1870. Outro livro, editado em 1852, trata das leis do 2º Império, publicado pela Tipographia Nacional, no Rio de Janeiro.





