Raridades na biblioteca
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
<br> Reportagem Local 
Nenhum lugar do mundo real ou fantástico é longe demais, quando se tem um bom livro nas mãos, Uma das plataformas de embarque para qualquer destino são as bibliotecas, que estão comemorando a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
A Biblioteca Pública Municipal exibe até hoje a exposição ''Tesouros da Biblioteca e da Gibiteca'', trazendo algumas raridades, como o mais antigo livro da região, o ''Instructions Generales de Catechisme, publicado em 1710, com orientações de catecismo.
Além de gibis, a mostra apresenta dois exemplares das revistas ''Realidade'', de 1969, com matéria sobre a chegada do homem na Lua, e a ''Manchete'', de 1970, edição da conquista brasileira da Copa do Mundo. Dois gibis, do Pato Donald e do Pinducam fazem parte da exposição.
São obras que o público em geral não tem acesso, disponível apenas para pesquisadores.
Não estão em exposição, mas o acervo da biblioteca tem mais de 1 mil obras raras, como exemplares da revista ''Cruzeiro'', desde o início da década de 50.
Guardados como tesouros, livros e revistas raros não podem ser xerocados porque o processo queima o papel.
''Evitamos o manuseio direto para não sujar ou engordurar as obras. Esses livros não podem ser emprestados'', explica a técnica de gestão da biblioteca, Lucinéia Chamorro.
Ela orienta que para conservar livros por mais tempo é preciso alguns cuidados. ''As obras devem ser guardadas em lugar arejado, não podem ser retiradas da estante pela lombada. Ao rasgar é preciso evitar o reparo com fita adesiva. Em biblioteca o restauro é feito com uma cola especial. É importante evitar também o sol, que queima o papel'', acrescenta Lucinéia.


