Arquivo FolhaPixinguinha é um dos mestres cuja obra foi resgatada em CDA Funarte está editando seu valioso acervo musical em CDs, em parceria com o Instituto Cultural Itaú. São mais de 60 títulos, originalmente gravados nas décadas de 70 e 80. Todo o acervo foi dividido em quatro gêneros da Música Popular Brasileira e dele fazem parte, entre outras, músicas de Pixinguinha, do padre José Maurício Nunes Garcia (do século 18), Assis Valente, Herivelto Martins e Radamés Gnatalli.
Com 10 títulos prontos no mercado, o material foi subdivido em quatro gêneros da música brasileira: contemporânea, popular, clássica e folclórica, resgatando obras do século 18 (Matinas de Finados, do padre José Maurício Nunes Garcia) até compositores como Assis Valente, Herivelto Martins, Pixinguinha e Radamés Gnatalli, entre outros.
‘‘Esta iniciativa vem casar com a intenção do Governo de fazer pela música, principalmente a instrumental, o mesmo que vem sendo feito pelo cinema. Ou seja, dar condições para que ela possa florescer’’, conta Wefort. Vendidos a aproximadamente R$ 18,00 cada CD, 20 mil cópias dos dez primeiros títulos serão distribuídas gratuitamente pelo Instituto Cultural Itaú para centros culturais, fundações, universidades e escolas de música, garantindo o acesso às entidades culturais.
‘‘Já investíamos em várias áreas: artes plásticas, literatura, teatro, foto, cinema e vídeo. A idéia do selo surgiu porque queríamos investir em música também, e começar através da recuperação de um acervo. Daí à parceria com a Funarte e a gravadora Atração Fonográfica, foi um passo’’, lembra Ricardo Ribenboim, presidente do Instituto Cultural Itaú. O instituto prevê, ainda, a organização do Festival Música Nova, em agosto, e a implantação do Módulo Música no Banco de Dados Culturais.
Vale lembrar que estes CDs são reedições de um trabalho desenvolvido por Herminio Bello de Carvalho durante sua gestão na Funarte, entre 76 e 87, junto com o maestro Edino Krieger. ‘‘Mário de Andrade nos ensinou a importância da pesquisa, do registro, da documentação, da formação de recursos humanos nas áreas de educação e cultura’’, lembra Carvalho.
‘‘Defendo a tese de que cultura é matéria de segurança nacional, e que a música faz parte da nossa ecologia: o que não se registra, se perde’’, finaliza Carvalho. Sendo assim, com o selo Funarte, um belo pedaço de nossa música já está mais do que seguro.

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