Filhos de atores que optam pela mesma profissão dos pais, inevitavelmente, são alvos de comparações. Com Pedro Neschling não é diferente. No ar em "Joia Rara", na pele de Arlindinho, ele já está acostumado a falar sobre sua mãe, a também atriz Lucélia Santos. Contudo, ao contrário de alguns que se incomodam com associações feitas a parentes, ele acredita que a referência seja algo natural. "Não faço questão de que esse assunto seja proibido. Falo disso com a maior naturalidade e orgulho. Imagina só, eu seria um louco se não tivesse orgulho da mãe que tenho", enfatiza.
Contudo, ele deixa claro que o parentesco não fez diferença em sua carreira. O ator, inclusive, participou de muitos testes antes de ser, finalmente, aprovado em algum. "Insisti muito. Quando passei para ‘Da Cor do Pecado’, quase não acreditei. Era mais um teste que eu tinha ido fazer desacreditado", lembra.
Hoje, Pedro comemora seu papel na novela das seis e destaca o elenco como sendo o melhor para o qual já foi escalado. O reencontro com Rosi Campos, atriz que interpretou Mamuska, mãe de seu personagem em "Da Cor do Pecado", é uma das maiores satisfações para o ator. "Quando soube que ela seria minha mãe novamente, fiquei extasiado. A Rosi é incrível, sempre joga a cena para cima", derrete-se.
Outra presença familiar entre os atores é Caio Blat, que, na mesma novela, deu vida a Abelardo, outro filho de Mamuska. "Já disse que, se um dia nós três dividirmos alguma cena em ‘Joia Rara’, será memorável. Com certeza, teremos um ‘déjà vu’", diverte-se.

Nome: Pedro Henrique dos Santos Neschling.
Nascimento: Em 28 de junho de 1982, na cidade do Rio de Janeiro.
Interpretação memorável: "Kevin Spacey, no filme ‘Os Suspeitos’".
Atuação inesquecível: "Em 2004, como Dionísio em ‘Da Cor do Pecado’".
Momento marcante na carreira: "Encenar um texto próprio na peça ‘Como Nossos Pais’, que escrevi, dirigi e atuei".
Par romântico inesquecível: "Com a Maria Flor, no seriado ‘Aline’"
A que gosta de assistir na tevê: Filmes e seriados.
A que nunca assiste: Programas policiais sensacionalistas.
Cena inesquecível na tevê: "O beijo entre Capitu e Bentinho, na microssérie ‘Capitu’, exibida pela Globo em 2008".
Melhor abertura de novela: "Cordel Encantado", exibida pela Globo em 2011.
O que falta na tevê: "Creio que nada. Tem de tudo, para todos os gostos".
O que sobra na tevê: "Oferta de programação diferenciada".
Ator: Pedro Paulo Rangel.
Atriz: Rosi Campos
Se não fosse ator, o que seria: "Faria as outras coisas que faço. Escreveria e dirigiria".
Humorista: Chico Anysio.
Melhor programa de humor: A série "Cilada", exibida pelo Multishow.
Novela que gostaria que fosse reprisada: "Quatro Por Quatro", de Carlos Lombardi, exibida pela Globo em 1994.
Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos.
Cinema: "Valentin", filme argentino de Alejandro Agresti, de 2003.
Mania: "Balançar as pernas".
Medo: "Não conseguir fazer as coisas que sonho".
Escritor: O inglês Nick Hornby.
Projeto: "Continuar na ativa. Dirigindo, escrevendo e atuando".

mockup