RAIO X - Sem perder a graça
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Arcângela Mota<BR>TV Press 
O bom humor é um traço marcante da personalidade de Nando Cunha. Tanto que o ator, intérprete do nostálgico palhaço Pimpinela em ''Araguaia'', não perde uma oportunidade de fazer piada. Mas é justamente dessa característica que ele tem tentado fugir em seus trabalhos na tevê, após uma carreira marcada por personagens cômicos.
E é na pele de um palhaço que Nando acredita ter sua grande oportunidade. ''É a primeira vez que pego um papel mais consistente. Meus personagens não costumavam ter nem família. Estava só fazendo humor e queria sair um pouco disso, mostrar versatilidade'', empolga-se o ator, que fez sua estreia nas novelas em 2007 como o atrapalhado Soldado Brasil, de ''Desejo Proibido''.
Na trama das seis da Globo, Pimpinela é um palhaço do Circo Gran Tenório que, apesar de brincalhão em público, sofre sozinho em função de seu passado. Além disso, vive uma relação delicada com a folgada Nancy, vivida por Mariana Rios, por quem é apaixonado. ''Quando vi que a Mariana seria meu par, gelei. Ela é linda e me intimidava. Rolou muita insegurança, mas agora ficamos amigos'', comemora.
Nome: Fernando Cunha dos Santos.
Nascimento: 19 de agosto de 1966, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na tevê: Johnny Bala no humorístico ''Escolinha do Barulho'', exibida pela Record em 1995.
Ao que gosta de assistir: Filmes, novelas, telejornais e programas esportivos.
Ao que nunca assiste: Programas religiosos.
O que falta na televisão: ''Debates mais profundos. Para uma tevê aberta de qualidade, isso é necessário. Além disso, também faltam mais profissionais negros atuando, escrevendo e dirigindo''.
O que sobra na televisão: ''Programas religiosos e de culinária''.
Ator favorito: Lima Duarte e Tony Ramos. ''Impossível escolher só um''.
Atriz favorita: Júlia Lemmertz e Thaís Garayp.
Com quem gostaria de contracenar: Georgiana Góes.
Se não fosse ator, o que seria: ''Sambista. Seria uma maravilha''.
Novela: ''Roque Santeiro'', de Dias Gomes, exibida pela Globo em 1985.
Vilão marcante: Renato Mendes, de Fábio Assunção, em ''Celebridade''.
Trabalho que mais trouxe retorno do público: Soldado Brasil, de ''Desejo Proibido''. ''As pessoas lembram do Johnny Bala até hoje, mas foi o Soldado Brasil que me lançou e mostrou para o público o ator que sou''.
Par romântico inesquecível: Eu e a Mary Sheila como Soldado Brasil e Cidinha em ''Desejo Proibido''.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Roberta Rodrigues.
Filme: ''O Balão Branco'', de Jafar Panahi.
Diretor: Dennis Carvalho, Marcos Schechtman e Luiz Antonio Pilar.
Um vexame: ''Uma vez o Sérgio Britto me ligou convidando para fazer um teste para uma peça dele. Eu achei que fosse trote e o xinguei sem nem pensar duas vezes. A secretária dele teve de me ligar para eu acreditar. Acabou que passei no teste e o trabalho foi maravilhoso''.
Uma mania: ''Ver televisão. Se pudesse, colocaria uma em cada cômodo da casa''.
Um medo: ''De barata e de esquecer o texto no meio de uma apresentação no teatro''.
Projeto: ''Assinar um contrato longo e fazer um trabalho atrás do outro. Quero me estabilizar na carreira, não sofrer por causa de uma novela que chega ao fim, por exemplo''.


