Rafael e amigos em Delphi, na Grécia
DivulgaçãoO advogado Rafael Pizzolato de Sá, 23 anos, foi para a Europa em dezembro de 1996 apenas com uma amiga, mas chegou a encontrar seis londrinenses no Velho Continente. Três estavam em Londres, eram conhecidos e já haviam planejado fazer uns trechos da viagem juntos. Porém, o encontro com os outros três foi inusitado, em plena ferroviária de Amsterdã.
O grupo decidiu, depois de analisar os roteiros, modificar um pouco o itinerário, e aproveitar mais a companhia de todos. No total, Rafael visitou 12 países em 58 dias. Hoje, mora em São Paulo mas, sempre que pode, vem à Londrina ver a família.
Da viagem à Europa, ele destaca a aventura especial que foi a viagem de navio entre Itália e Grécia. ‘‘O navio não era bom, mas chegamos no dia certo em Brindisi (sul da Itália), pois os navios gregos estavam em greve. Fiquei três dias sem tomar banho – desde Innsbruck, na Áustria, até Atenas, na Grécia – e, além disso, dormi em bancos de fibra de vidro, para não pagar cabine. Quando chegamos na Grécia, ainda tivemos que tomar um trem e depois um ônibus. Foi uma via sacra’’, conta
E o que valeu à pena? ‘‘Conhecer os castelos do Vale do Loire, na França, ir até a Grécia de navio e conhecer tudo o que conheci em dois meses. Praga valeu muito à pena, mas ainda há muito a ser explorado lá. É preciso estar atento às dicas locais e fugir um pouco do tradicional’’, diz.
Segundo Rafael, é imprescindível informar-se antes e conversar com pessoas que já foram. Além disso, quem se propõe a viajar dessa forma deve ter muita força de vontade para superar horários malucos, dormir em trens noturnos para economizar, enfim, tudo que esse tipo de viagem envolve’’, orienta.

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