Os sambas das escolas do grupo especial do Carnaval do Rio estão tocando, em média, 50 vezes por dia nas principais rádios cariocas na semana do desfile. A medição é da Rádio Link, que pesquisa a frequência com que as músicas tocam nas emissoras. São pesquisadas, no Rio, as dez rádios FM e as cinco AM com maior audiência.
Ao contrário de outros discos, que têm uma ou duas músicas ‘‘trabalhadas’’, ou seja, que as gravadoras induzem as rádios a tocar, o disco das escolas de samba é entregue às rádios ‘‘cheio’’, isto é, sem indicação de que faixa deve ser tocada preferencialmente. Isso faz com que haja uma pulverização dos sambas-enredo que são tocados nas rádios. Os sambas-enredo mais tocados na semana que antecedeu o desfile das escolas de samba do Rio foram os da Portela, Unidos da Tijuca, Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor e Mangueira. O disco das escolas de samba, este ano, já vendeu 520 mil cópias. A estimativa da BMG-Ariola, responsável pela distribuição do álbum, realizado por gravadora própria de sete escolas, é que até uma semana depois do Carnaval, quando o disco ainda atinge boa vendagem, o total chegue a 600 mil.
Este ano, os CDs superaram de longe os LPs e as fitas cassete. Ano passado, os CDs representavam 50% das vendas. Hoje são responsáveis por 82%. O restante é dividido igualmente entre LPs e fita cassete. O faturamento previsto com a venda dos discos das escolas de samba é de R$ 5 milhões, dos quais a metade é destinada para a gravadora das escolas. As sócias da gravadora são Mangueira, Mocidade Independente de Padre Miguel, Império Serrano, Vila Isabel, Portela, Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense, mas as outras nove escolas também recebem pelo disco. A maioria dos discos (70%) é comercializada no Rio. São Paulo responde por 15% das vendas. Os 15% restantes são divididos, principalmente, entre as regiões Norte (Manaus e Belém) e Centro-Oeste (Goiás). Em Recife (PE), o disco também tem boa vendagem.

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