Uma nova frequência modulada pela valorização do jornalismo deverá entrar no ar, com a posse da diretora da Rádio Universidade FM (107,9 MHZ), a jornalista Cristina Cortes, o que não significa que a emissora abandonará a tradicional programação musical.
Cristina afirma que não existe uma receita pronta de jornalismo público ou de uma rádio educativa e que a Universidade FM tem desenvolvido alguns projetos ao longos de quase 16 anos, desde sua a fundação, que fazem com que possa sintonizar numa frequência em que abra mais espaço ao jornalismo interpretativo e de análise.
''Não é fácil essa opção. Exige mais tempo e recursos humanos. Pretendo ampliar esse espaço, aumentando as horas destinadas ao jornalismo, que hoje tem uma programação total de 3 horas. Vamos investir na produção de documentários, séries de reportagens e programas especiais'', destaca Cristina, acrescentando que essa nova programação atenderá à demanda até de escolas, que procuram o órgão suplementar da UEL, interessadas em discutir conteúdos da programação em sala de aula.
Entre o jornalismo diário, considerado mais factual, e o interpretativo, a nova diretora ressalta que não é papel da emissora educativa competir com as rádios comerciais. Pela primeira vez, desde sua fundação, a Universidade FM será dirigida por um profissional da área de comunicação. ''Por ser jornalista acredito que até a programação musical deva ser mais recheada de informação'', comenta.
Para driblar a falta de recursos humanos, a rádio, que conta com 22 funcionários, pretende ampliar o quadro de colaboradores. ''A maioria dos colaboradores que saiu no ano passado está voltando. A partir de julho também estamos querendo iniciar alguns intercâmbios com outras rádios. Hoje já temos um programa com o Arrigo Barnabé, da Cultura de São Paulo, que vai ao ar aos domingos à tarde. Outro destaque é o 'Fora do Eixo', produzido para a Rádio Educativa de Curitiba e que devemos começar a veicular este mês. Programas que são interessantes para nós são outra fonte de contribuição'', afirma Cristina, que espera contar ainda com a contratação de novos profissionais.
''Para isso, primeiro, a rádio precisa se desvincular da Coordenadoria de Comunicação, voltando a ser órgão suplementar, o que deve acontecer em outubro com a reunião do Conselho Universitário. Somente jornalistas precisamos ter pelo menos quatro, a partir do momento em que tivermos uma programação voltada para o jornalismo'', conclui Cristina. (F.L.)

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