Filmes sobre futebol americano são sempre recebidos com uma certa restrição entre os brasileiros por dois motivos: é um futebol muito diferente do nosso e as histórias são sempre iguais. Mas ''Duelo de Titãs'' apesar de não dispensar os clichês, consegue ser uma diversão atrativa, mesmo para quem não entende patavina desse esporte que mais parece uma batalha campal.
Mas a pouca familiaridade com o tema repercutiu nas bilheterias brasileiras e o filme não decolou, ficando por pouco tempo em exibição nos cinemas. Espera-se que ''Duelo de Titãs'' tenha uma carreira melhor nas videolocadoras. É uma história baseada em fatos reais que revive a trajetória do primeiro time de futebol ianque multirracial. A produção é barata, eficaz e tem boas interpretações.
Para interpretar o papel principal foi escalado Denzel Washington, que faz o treinador Boone, negro e premiado na Carolina do Norte, mas nada bem-vindo no Estado da Virgínia para onde vai com a missão de liderar os Titãs, time que experimenta a inédita união de raças nas universidades norte-americanas. A população não aceita um negro para substituir o treinador branco Yoast, vivido por Will Patton.
Sem tempo para treinar o time e precisando vencer a qualquer custo para se manter no cargo, Boone precisa conquistar a confiança dos jogadores e ajudá-los a superar as diferenças raciais. ''Duelo de Titãs'' passa a impressão de um filme já visto, mas tem alguns peculiaridades que fogem ao cichê propriamente dito. Um exemplo é a cena em que um jogador negro é abordado na rua de um bairro branco por policial. O espectador espera um espancamento, mas o que surge é um diálogo inesperado: ''Grande jogo, filho'', diz o policial. A trilha sonora que inclui soul music é uma surpresa à parte. Lançamento da Buena Vista. Duração: 113 minutos.

OUTROS LANÇAMENTOS

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Matt Damon e Will Smith: filme fica apenas nas intenções

Lendas da Vida

Os filmes dirigidos por Robert Redford são repletos de metáforas que simbolizam as virtudes humanas. Foi assim em ''Nada é Para Sempre'' e ''O Encantador de Cavalos''. Entretanto, ao usar o golfe como catalizador de mudanças em ''Lendas da Vida'', o cineasta erra o chute e a bola bate na trave. O filme é uma mistura de esporte, misticismo e romance que fica apenas nas intenções.
Excluindo as belas imagens outra característica do diretor sobra muito pouco em ''Lendas da Vida''. Ambientado na época da Depressão Americana, a fita discorre sobre a vida do jogador de golfe Rannulph Junuh (Matt Damon), que volta da Primeira Guerra e entrega-se ao álcool e à jogatina. Além disso, se afasta de Adele (Charlise Theron) sua grande paixão. Mas a profussão de temas mal resolvidos deixa o filme arrastado e pouco emocionante. Lançamento da Fox, Duração: 125 minutos.

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Matt Damon e Penélope Cruz: um romance sem clima

Espírito Selvagem

Depois de dirigir ''Na Corda Bamba'', em 1996 e receber meia-dúzia de indicações ao Oscar, Billy Bob Thornton só trabalhou como ator, voltando para de trás das câmeras em ''Espírito Selvagem'' que acaba de chegar às locadoras. Com uma fotografia belíssima e uma trama no estilo ''Sabrina'', o filme traz nos papéis centrais Matt Damon e Penélope Cruz.
A história se passa nos anos 40 quando o caubói John Cole (Damon) convence seu amigo a cavalgar até o México, onde conhece a filha de um empresário e acaba se apaixonando por ela. A química entre Matt Damon e Penélope Cruz deixa a desejar e a trama é conduzida de forma desajeitada. ''Espírito Selvagem'' foi um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e no Brasil. Talvez em vídeo e DVD, o filme tenha uma carreira melhor. Lançamento da Columbia. Duração: 116 minutos.

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