De Curitiba
A luta de um homem para salvar o irmão, depois de ter passado a vida consumido pela violência e o preconceito, gera a trama do filme que estréia nesta sexta-feira no circuito da Cinemateca de Curitiba. Um drama profundo, ‘‘A Outra História Americana’’ mostra as desastrosas consequências do racismo numa família totalmente destruída pelo ódio.
A história é contada sob o ponto de vista de Danny Vibyard (Edward Furlong), um jovem que idolatra seu irmão mais velho, Derek (Edward Norton). Corroído pelo desejo de vingar o assassinato de seu pai, Derek se vê transformado por uma filosofia de ódio ao tornar-se um carismático líder do ‘‘movimento da força branca’’.
O drama maior começa quando ele é envolvido num assassinato e é condenado a uma sentença de três anos de prisão. A volta para casa, quando ganha finalmente a liberdade, mostra um Derek totalmente transformado e convencido de que deve cuidar do irmão mais novo, para que não siga o mesmo caminho.
Longe de ser um filme apenas sobre os ‘‘skinheads’’, apesar da abordagem clara ao tema do racismo, ‘‘A Outra História Americana’’ teve como base diversas pesquisas feitas no meio da ‘‘tribo’’. Fato que se deve principalmente a própria origem do roteirista. David McKenna nasceu e cresceu na periferia, cercado pela violência do punk-rock e por comportamentos extremamente radicais.
E é devido justamente ao realismo e à força que o filme acabou tendo, baseado neste trabalho, que a própria Anistia Internacional nos Estados Unidos planeja usá-lo como uma ferramenta educacional nos próximos meses. A organização estará iniciando um programa nas faculdades e escolas americanas, mostrando aos jovens que mesmo mergulhados no ódio, eles podem ter um comportamento diferente.
Uma produção da Warner Bros. e da New Line Cinema, o filme tem direção de Tony Kaye, que faz a sua estréia na direção de cinema. No elenco, traz, além da dupla Edward, Beverly D’Angelo, Jennifer Lien e Stacy Keach.
‘‘A Outra História Americana’’. Cine Ritz (Rua XV de Novembro, 132 - fone 322 1525), às 15h, 17h10, 19h20 e 21h30. Censura 12 anos.

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