''Rabo de Peixe'' busca o rock pé-vermelho
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Ranulfo Pedreiro De Londrina 
Robinson Borba já havia produzido Clara Crocodilo, Tubarões Voadores (ambos de Arrigo Barnabé) e um compacto com Tetê Espíndola quando decidiu fazer seu próprio álbum. Em 1984 surgia Rabo de Peixe, que trazia, no lado B do vinil, a obra Peter Pan...K.
Agora, com a montagem dos formandos da Funcart, Borba aproveitou para relançar o disco em formato digital está circulando de mão em mão, o contato é [email protected]. Bastante comentado na década de 80, Rabo de Peixe vai além de Mente Mente, gravada por Arrigo e Ney Matogrosso, tornando-se a música mais conhecida de Robinson Borba.
No meio das mutações musicais ocorridas no período, Borba trouxe um álbum de com sotaque caipira. O disco resume a procura de um rock norte-paranaense, pé-vermelho, como o autor gosta de frisar, ressaltado por violões com cordas de aço e sonoridades de viola. A faixa Café Caipira sintetiza essa tendência, presente principalmente na parte Rabo de Peixe, que corresponde ao lado A do antigo vinil.
Já Peter Pan... K aparece costurado por temas específicos e recorrentes, associados a personagens, criando referências de comportamento e personalidade, como embrião de uma ópera-rock. Capitão Gancho, por exemplo, é um nervoso fã de discoteca, contrastando com a temática punk.
As músicas são necessariamente joviais por reunirem elementos transgressores: Peter Pan (que domina o tempo) e o punk. Por isso as guitarras aparecem com mais frequência que os instrumentos acústicos, a própria Wendy é fã do Sex Pistols. No disco, o tempero oitentista resiste na sonoridade, que obedece à tecnologia da época. Quando o álbum virou raridade, a peça foi esquecida, ressurgindo 17 anos depois. Peter Pan não envelhece na Terra do Nunca.


