Com auxílio da professora de Língua Portuguesa, os alunos elaboraram o questionário aplicado à parte da população no último sábado. Entre as sete perguntas, cinco apresentavam opções a serem escolhidas pelos entrevistados no contexto da gripe aviária.
  De acordo com Raquel Calil Ruy, assessora psicopedagógica do colégio, a pesquisa de campo foi dividida a quatro grupos de alunos: uma equipe responsável pela abordagem aos pais; outra pelos funcionários da escola; alunos do 3º colegial e, por fim, pessoas no calçadão de Londrina. ‘‘Entre as nossas preocupações está o ensino da postura desses alunos frente aos entrevistados. Valores como respeito e humildade, por exemplo, estão sendo perdidos hoje em dia no universo desses adolescentes. A gente explica que não se pode debochar de uma pessoa que não tenha esclarecimento para responder a uma das perguntas do questionário e que ninguém será melhor ou pior somente por isso’’, ressaltou Raquel.
  Aos onze anos, João Vitor Zago aprendeu com a pesquisa de campo outro elemento importante nas relações interpessoais: ‘‘Além de saber mais a respeito da gripe aviária, eu tenho a possibilidade de perder a timidez ao entrevistar as pessoas que estão passando. O conteúdo na prática é diferente do que a gente estuda no dia-a-dia em sala de aula e todos os professores se juntam para discutir um único assunto’’.
  No quesito humildade, João Vitor aprendeu rapidamente ao se deparar com as mais diferentes respostas obtidas. ‘‘Apenas uma pessoa que eu entrevistei não estava informada sobre a gripe aviária, o restante tinha algum conhecimento e outras sabiam até mais que eu’’, disse.
  Segundo a assessora pedagógica, foram aplicados 240 questionários na manhã de sábado, restando ainda 160 a serem coletados no decorrer do projeto interdisciplinar.
  Ana Mirena Vick Neves, 12, ressalta a importância de trabalhos como o que está sendo desenvolvido devido principalmente à prestação de serviço à comunidade. ‘‘Acho uma boa iniciativa para informar a nós alunos e também à população que ainda não sabe muito sobre a gripe aviária. Se a gente não se prevenir, isso pode virar uma pandemia e matar milhões de pessoas’’, alertou a estudante. Um de seus entrevistados, o motorista Mário Rodrigues, revelou sua ponderada preocupação: ‘‘Tenho conhecimento desse assunto pelos noticiários. A gente fica com medo, não é? Mas aqui no Brasil ainda não chegou esse vírus, mesmo assim, é bom cozinhar bastante a carne do frango para não ter perigo’’.
Realmente, esta é uma orientação a seguir.

mockup