A gastronomia é um dos principais pilares da programação do GNT. Basta observar a grande quantidade de programas do gênero na grade do canal. Entre realities e produções que ensinam o preparo de receitas, contabilizam-se nove, como o "The Taste Brasil", "Food Truck – A Batalha", "Que Marravilha!" e "Tempero de Família", além de outros. Para "engrossar o caldo", estreia hoje o "Que Seja Doce". O diferencial do programa, o próprio nome sugere, está na elaboração exclusiva de doces.
Trata-se de uma competição entre confeiteiros de todo o Brasil, que precisam mostrar criatividade e conhecimento sobre os ingredientes para ganhar um espaço no livro de receitas da produção e ser eleito o melhor do episódio. Sob a apresentação de Felipe Bronze – que também está no elenco do "The Taste Brasil" -, os participantes precisam passar pelo crivo dos jurados Carole Crema, Lucas Corazza e Roberto Strongoli.
Para aliviar a "pressão" da disputa, Felipe tenta se aproximar dos doceiros e dar dicas durante a preparação das receitas. "Conduzo de uma maneira em que os participantes tragam o melhor deles. Meu papel não é ‘esculhambar’ a troco de nada. Tento equilibrar o astral na cozinha para que todos fiquem confortáveis dentro de seus papéis", salienta o apresentador.
Ao todo, serão 30 episódios exibidos de segunda a sexta-feira. Cada um deles conta com três participantes e um tema específico a ser abordado nas receitas. Na primeira parte do programa, os competidores preparam um doce que ilustra sua personalidade e forma de trabalho, uma espécie de "cartão de visitas". O doceiro que for escolhido como o "mais doce" pelo trio de jurados ganha uma vantagem para a próxima etapa da disputa. "É um grande aprendizado porque, no dia a dia, a gente acaba se fechando no nosso mundo e aqui tenho oportunidade de ver coisas diferentes", anima-se Carole, que é professora e autora de livros de gastronomia.
O tema do episódio a ser desenvolvido aparece na segunda etapa do programa. Durante um tempo predeterminado, os confeiteiros precisam ser ágeis e criativos para elaborar receitas com ingredientes típicos de alguma região do Brasil, como o Norte. Ou preparar um doce específico, como "macarons", por exemplo. Alguns dos temas são "Drinks e Bebidas", "Mundo dos Sonhos", "Nordeste", "Rock’n’Roll", "Festa Junina" e "Mil e Uma Noites". Essa fase é eliminatória. Quem se sair pior entre os três participantes deixa a disputa. "Um confeiteiro é como um cirurgião. Um gesto milimétrico faz toda diferença", ressalta Lucas, chef entusiasta dos ingredientes brasileiros.
Já na etapa final acontecem dinâmicas, que variam a cada episódio, entre os dois participantes restantes. "Eles precisam prever o imprevisível", avisa Roberto, especialista em padaria e confeitaria.
Durante as gravações, os jurados demonstram entrosamento e intimidade suficiente para fazerem piadas uns com os outros. O que resulta em uma atmosfera leve, apesar de ser uma competição. "Tivemos afinidade desde o início, mas, com o tempo, entendemos os limites de cada um", explica Lucas. "Agora a gente já se xinga de vez em quando", acrescenta Carole, bem-humorada.
É comum em competições culinárias de televisão que os jurados assumam "personagens". Quase sempre tem o que faz o papel de carrasco, o bonzinho e o que "fica no meio". No entanto, o trio do "Que Seja Doce" garante não ser este o caso. "Não temos ‘briefing’ nenhum da direção em relação a isso. As opiniões e a sabedoria das técnicas dos três são sempre as mesmas", assegura Roberto.

Serviço:
"Que Seja Doce" – Estreia hoje, às 19h30, no canal pago GNT

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