''Quero emocionar as pessoas''
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Rosângela Vale 
DivulgaçãoLino, no final de seu desfile no Morumbi Fashion: moda autenticamente brasileiraInconfundível. Assim é a moda de Lino Villaventura. Quem assiste a um de seus desfiles, sai com a impressão de ter acordado de um sonho. Cores extasiantes, formas deslumbrantes, tudo é exageradamente belo. Os preciosos bordados e as intrigantes texturas evidenciam o trabalho do artesão; o caimento perfeito e o equilíbrio das formas denunciam a apurada técnica do estilista. Juntos, artesão e estilista se somam para formar o artista. O resultado é pura emoção.
Paraense radicado no Ceará, Lino é referência para a moda brasileira há 20 anos, desde que abandonou o curso de Engenharia para montar uma confecção em Fortaleza. Frequentemente convidado para mostrar seus trabalhos fora do País, já expôs na Alemanha e no Japão, e se prepara para representar o Brasil numa feira em Beirute. Tem clientes nos Estados Unidos e Europa. Duas lojas japonesas vendem a etiqueta Lino Villaventura, uma em Tóquio e outra em Osaka.
Além das três coleções anuais, de verão, inverno e uma especial para as festas de Réveillon , Lino também cria figurinos para teatro e cinema. Fez os do filme Bocage - O Triunfo do Amor, do cineasta Djalma Limongi Batista, e os da peça Dorotéia - Uma Farsa Irresponsável em Três Atos, de Nelson Rodrigues, que lhe valeu a indicação ao prêmio Shell de melhor figurino.
DivulgaçãoModelo da coleção outono-inverno: cores extasiantes e formas deslumbrantes
Apesar de estar sempre na ativa durante as duas décadas de profissão, Lino ganhou nova repercussão nacional depois de mostrar suas coleções no Morumbi Fashion. Revistas de moda lhe deram destaque, e a nova geração teve a oportunidade de conhecer o impressionante trabalho do estilista que transforma arte e cultura em legítima moda brasileira. Do seu ateliê, em Fortaleza, Lino deu à seguinte entrevista à Folha :
Você é um dos poucos estilistas brasileiros de projeção nacional que está fora do eixo Rio/São Paulo. Como encara o sucesso?


