Quem vigia os super-heróis?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de março de 2009
Pedro Crine<br> Folhapress 
Mais de duas décadas depois de ''Watchmen'' mudar o mundo dos quadrinhos de super-heróis, a história criada pelos britânicos Alan Moore (roteiro) e Dave Gibbons (arte) estreia no cinema repetindo a pergunta feita na minissérie publicada nos Estados Unidos de 1985 a 1986: quem vigia aqueles que nos vigiam - no caso, os super-heróis?
A responsabilidade de transformar a icônica HQ no filme que estreia hoje nos cinemas coube ao diretor Zack Snyder (''300''). Não é difícil entender por que ''Watchmen'', a HQ, fez tanto sucesso. Além de ser muito bem escrita e ilustrada, trouxe uma visão original para o conceito de super-heróis, deixando de lado a velha história de bem versus mal: todos os personagens têm lados bons e maus. São humanos - talvez até demais: brigam entre si, falham durante o ato sexual ou cometem atos criminosos, como assassinar uma pessoa inocente a sangue-frio ou estuprar uma colega.
No mundo sombrio de ''Watchmen'', o governo norte-americano proibiu a atuação de encapuzados autodenominados super-heróis, que foram forçados a se aposentar. Apenas três continuaram na ativa: o Comediante e o Dr. Manhattan, que trabalham para o governo, e Rorschach, que opera fora da lei e tem de fugir da polícia. A trama começa quando o Comediante é assassinado. Rorschach decide investigar: pode ser uma vingança contra todos os super-heróis... ou pode ser algo maior.
''Esse é um filme diferente dos outros de super-heróis em todos os sentidos'', afirma Snyder. ''A minha esperança é que ele faça com os fãs dos filmes do gênero o que a HQ fez comigo: pensar a respeito do papel dos super-heróis'', diz Snyder.


