Quem será o secretário?
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de dezembro de 2000
Jackeline Seglin De Londrina 
O prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti, já tem em mente o nome do novo secretário da Cultura, mas o escolhido só será anunciado na próxima semana. Na reunião com o Fórum Permanente de Cultura, quinta-feira, Nedson ouviu as propostas de perfil do futuro secretário, acatou as sugestões e garantiu que a pessoa escolhida se encaixa no que a comunidade espera do titular da pasta: capacidade administrativa, identidade com a proposta de governo, abertura democrática e capacidade de diálogo, entre outros pontos.
Nedson sugeriu que o novo secretário é uma pessoa com boa relação com a comunidade, tem identidade com o programa de governo, é aberta ao diálogo, esteve na linha de frente de sua proposta de governo e é da área cultural. Alguns nomes são cogitados para o cargo, porém, sem nenhuma indicação ou confirmação.
A assistente do produção do Ballet de Londrina, Ana Maria Aromatário, descarta qualquer possibilidade de ser o nome a ocupar o cargo de secretária da Cultura. Não me encaixo no perfil que o Nedson apresentou; não participei da linha de frente do programa de governo. E também não tenho perfil para o cargo, diz.
Leonardo Ramos, diretor do Ballet de Londrina, alega não se encaixar no perfil pelo mesmo motivo apontado por Ana Maria. Colaborei na estruturação do projeto apenas falando sobre o nosso trabalho na Escola Municipal de Dança, experiência que pode estar inserida na Rede da Cidadania, declara. Estou disposto a colaborar, mas vou fazer isso como cidadão.
O professor Kennedy Piau, coordenador do curso de Educação Artística da UEL, acredita que se encaixaria em parte no perfil apontado por Nedson. Isso não quer dizer que vou estar na função de secretário, mas posso atuar como militante do partido e da área cultural e como professor da UEL.
O músico, jornalista e produtor cultural Bernardo Pellegrini, responsável pelo programa de televisão de Nedson durante a campanha política, apresenta o perfil que mais se aproxima da definição do prefeito. Entretanto, ele nada confirma. Nosso grupo não parou de trabalhar desde junho, na elaboração dos projetos, passando pela campanha e depois na viabilização das propostas. Não conversei com Nedson sobre funções dentro dessa nossa equipe. E isso quem decide é ele.
Para Pellegrini, o mais importante não são os nomes, mas a postura de Nedson ao discutir coletivamente os problemas da cidade e de estar honrando o compromisso de transformar a cultura em política pública. Não discutimos nomes, mas sou solidário e já me sinto gratificado o suficiente de participar desse momento histórico da cidade.
Outro nome cogitado para o cargo é o do diretor da Casa de Cultura da UEL, Alcides Carvalho, secretário da Cultura na gestão de Luiz Eduardo Cheida. Ele comentou que o perfil apontado na reunião foi coerente com a proposta do Fórum e com o que a comunidade cultural deseja. A Cultura terá um nome bom se isso for levado em conta. Concordo com este perfil, que não vai de encontro às propostas apresentadas pelo prefeito e aprovadas pela população. Mas só vou começar a pensar no assunto se receber o convite. Todos os entrevistados afirmaram que até agora não foram procurados pelo prefeito.


