A minissérie ‘‘Hilda Furacão’’, da Globo, estará, até dezembro deste ano, disponível nas locadoras do País. A boa audiência da trama fez com que a emissora preparasse rapidamente uma edição em VHS da série. Ainda não há previsão de quantas fitas a história deverá ocupar, já que a edição que está indo ao ar foi finalizada na semana passada, com 32 capítulos. Mas a história será encurtada, como já ocorreu em outras minisséries que a Globo lançou em fitas.
‘‘Anos Dourados’’ e ‘‘Agosto’’ são só alguns de seus exemplos. A diferença com relação à ‘‘Hilda Furacão’’ é que a trama escrita por Roberto Drummond e adaptada por Glória Perez chegará mais cedo às locadoras. O responsável pela adaptação em fitas de vídeo, Orlando Marques, 49, que também é diretor geral da divisão de vendas internacionais da emissora, afirma que a série já está sendo dublada para ser vendida ao mercado externo. ‘‘Já negociamos com a TV SIC, de Portugal, na qual a Globo tem participação. Estamos dublando para o espanhol e negociando com emissoras do Uruguai, do Paraguai e do Chile’’, revela.
O autor do livro no qual a minissérie foi baseada, Roberto Drummond, afirma que já há fitas piratas de ‘‘Hilda Furacão’’ sendo alugadas por brasileiros residentes nos Estados Unidos. ‘‘Alguns amigos meus me contaram que acompanham a minissérie por essas fitas piratas’’, afirma o escritor.
Orlando Marques conta que a negociação com o exterior depende exclusivamente da dimensão do mercado publicitário no qual a produção será inserida. Os capítulos são vendidos por US$ 650 cada, para mercados menores, mas o custo por episódio pode chegar a US$ 10 mil, dependendo do país. ‘‘Para Espanha ou Portugal vendemos por US$ 10 mil, mas para alguns países da América Latina, o valor é US$ 650’’, explica.
No último capítulo, a série terá efeitos especiais similares aos que foram utilizados no filme ‘‘Forrest Gump’’, de Robert Zemeckis. O personagem Aramel, o Belo, vivido pelo ator Thiago Lacerda, 20 anos, que na trama sonha em se tornar uma estrela de Hollywood, ‘‘participarᒒ do clássico ‘‘El Cid’’, ao lado de Charlton Heston e Sophia Loren. ‘‘Ele vivia pensando em beijar a Elizabeth Taylor, mas teve que se contentar em ser um dos soldados em ‘‘El Cid’’’, conta Lacerda.
Inicialmente, foi escolhido ‘‘Cleópatra’’, protagonizado por Elizabeth, mas a Globo não conseguiu a liberação do filme.

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