Quem não arrisca...se livra
Outro videogame ultraviolento que se converte em filme ultraviolento, e outro completo fiasco.
''Max Payne'' nada mais é do um policial niilista, viúvo de mulher assassinada e dedicado a habitar o baixo mundo à procura do culpado. O que enseja o de sempre: perseguições, tiroteios, explosões e, grande e inútil novidade, aparições pontuais de demônios extraídos da mitologia escandinava (!?), saídos não se sabe de onde, justificados apenas como meio de vida da turma dos efeitos especiais.
Além de ruim pela própria natureza, é um filme triste, obscuro, pessimista e carregado de rancor regido por um dos sentimentos mais danosos que pode carregar um ser humano: o desejo de vingança. O filme abre exatamente assim: ''Creio na dor. Creio no medo. Creio na morte''.
O indivíduo-título é interpretado Mark Walberg, oferecendo um recital de inexpressividade -há modelitos em videogames com mais humanidade que ele. Mas isto também pouco altera as coisas, porque aparece semi-oculto atrás de uma fotografia tenebrosa, uma planificação videoclipeira, uma montagem desembestada e uma absurda estética pós-moderna. (C.E.L.J.)





