Quem foi o Barão do Serro Azul
A trajetória do Barão do Serro Azul, Ildefonso Pereira Correia (1845-1894), se confunde com a própria história do desenvolvimento do Paraná. Na produção de erva-mate, implantou um sistema que associava máquina a vapor a equipamentos inovadores. No setor madeireiro, integrou locomotiva a serralheira para produzir 500 peças de pinho por dia. De quebra, ainda se destacou em matéria de filantropia, política e cultura.
Naquela época, final do século 19, o barão já diversificava seus negócios. Foi ele o fundador da Impressora Paranaense, da Companhia Ferrocarril de Curitiba - os bondes eram puxados por animais e ligavam o Batel ao Alto da Glória - e do Banco Mercantil e Industrial do Paraná. Correia também trouxe o primeiro telégrafo para o Estado, bancou a construção do Grupo Escolar Tiradentes e fundou o Clube Curitibano, antigo espaço cultural.
Na política Embora natural de Paranaguá, o empresário se radicou em Curitiba e foi eleito várias vezes tanto vereador quanto deputado estadual. Na passagem pelo poder executivo, assumiu cargos correspondentes ao de secretário de Educação e vice-governador. Em 1888, Correia recebeu o título de Barão do Serro Azul do imperador Dom Pedro II. Dois anos depois, tornou-se o primeiro presidente da Associação Comercial e Industrial do Paraná (ACP).
Em 1894, já no período republicano, o barão arrecadou dinheiro para oferecer aos ‘maragatos’ que queriam o restabelecimento da monarquia parlamentarista. O objetivo era evitar que a capital fosse saqueada pelos revoltosos. Com o levante sufocado pelos legalistas, Correia acabou confundido como simpatizante dos revolucionários. Após ficar algum tempo preso, foi fuzilado no quilômetro 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Morto aos 49 anos, virou mártir da revolução federalista. (D.J.)
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