Nascido na Bolívia, com residências na Alemanha e Brasil (tem uma chácara perto de Colombo, na região metropolitana de Curitiba), Jaime Zenamon deixou sua terra natal na adolescência, acompanhando a família. Na época o jovem gostava de tocar rock, mas acabou indo estudar em Israel de onde voltou com uma bagagem erudita invejável.
Em Curitiba deu início à carreira de talentoso violonista. ‘‘Foi um grande professor e intérprete’’, diz um de seus ex-alunos da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Orlando Fraga. ‘‘Ele era reconhecido nacionalmente’’, lembra. Toda uma geração recebeu seus ensinamentos. Graças a ele foi implantado, em 1978, o curso de violão na Embap.
‘‘No mínimo me sinto orgulhoso por ter tido aulas com ele; a gente sempre tem carinho pelos professores, mas Jaime Zenamon é especial’’, afirma. Autor da peça ‘‘Lendas do Iguaçu’’, composta para o Ballet Teatro Guaíra, o então professor indicou Fraga para o tocar com a Orquestra Sinfônica do Paraná. ‘‘É uma pessoa muito generosa’’, comenta o artista.

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