Yves Lebreton vai ministrar na próxima semana, durante o Filo, uma oficina para atores que enfoca uma das vertentes de seu trabalho: o corpo energético. O trabalho corporal de Lebreton se identifica com quatro energias de base: mineral, vegetal, animal e mental. ‘‘Existe uma ligação privilegiada com a energia mental, o conhecimento, o processo cerebral. Mas devido ao trabalho da mente, pode-se cair no erro de esquecer que sob isso temos a energia animal, sob ela a vegetal e ainda a mineral’’.
O francês acredita que a base desse trabalho é a energia mineral, ou ‘‘o ser presente’’. Para Lebreton, é preciso encontrar uma base segura para ter o equilíbrio. Por isso é importante sentir as raízes e deixar a energia fluir pelo corpo. A partir desse contato pode-se construir pouco a pouco a pirâmide do corpo. ‘‘É um trabalho muito delicado, porque é baseado na qualidade da presença e não da ação. A primeira qualidade do ator é ter presença. Ele pode ser belo, dotado, mas se não tem presença, não tem nada’’.
A energia vegetal é interligada a todo o corpo e principalmente à energia mineral. Com ela, sente-se o fluxo que parte da terra e atravessa o corpo. Já a energia animal seria a projeção do impulso nervoso, a explosão da energia. E finalmente a energia mental surge como controle da projeção. ‘‘Essa energia controla o mecanismo de complementaridade. É necessário dominar as outras energias para ter controle da mente. É a tomada de consciência da ação desenvolvida’’. A metodologia de Yves Lebreton é uma maneira de descobrir a capacidade do homem de se comunicar. ‘‘Essa capacidade é infinita. É uma viagem sem fim’’. (J.S.)

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