Lala Schneider, atriz e diretora teatral – ‘‘Eu descentralizaria a cultura. Criaria mais teatros, mais espaços culturais e os levaria para os bairros. Levaria não só teatro, mas a dança, as artes plásticas e a música para as periferias, pois acredito que também existe talento no meio mais humilde. Eu ainda daria mais espaço na mídia para a cultura e pediria que as produções nacionais, quando vêm se apresentar em Curitiba, cobrassem ingressos mais baratos’’.
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Werinha Walflor, empresária cultural – ‘‘Não daria presente, mas um alerta. Eu acho que a mídia dá muito pouco espaço para a cultura, se compararmos com o esporte, por exemplo. Principalmente as televisões e as rádios, que dedicam blocos inteiros ou têm programas específicos para o esporte, enquanto a cultura está sempre em último plano. Precisamos popularizar mais as produções culturais, fazer um caminho de mão dupla entre a periferia e o teatro, por exemplo. Se isto acontecesse, os espetáculos teriam tanto público quanto as partidas de futebol.’’ (N.R: Werinha Walflor não se deixa fotografar.)









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Mário Bortolotto, dramaturgo – ‘‘Acho que um bom presente para a cultura nesse país seria o governo brasileiro criar o que eu chamaria de um programa de inibição espacial que consistiria em mandar todos os nossos cantores de pagode, axé e sertanejo em uma missão tipo ‘‘Jornada nas Estrelas’’, onde os nossos bravos ‘‘músicos’’ iriam pesquisar novos mundos onde fariam shows mostrando a ‘‘música’’ de nosso planeta. Isso com certeza desencorajaria qualquer possível invasão alienígena. Acho que tá na hora desses caras fazerem algo de bom.’’



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Maurício Arruda Mendonça, poeta – ‘‘Acho que o melhor presente seria se conseguissem reunir os verdadeiros artistas para discutir e avaliar juntos o potencial da cidade. Seria uma grande união das artes, uma coisa que talvez só tenha acontecido em Londrina em 68’’.







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Leonardo Ramos, coreógrafo, diretor do Ballet de Londrina –
‘‘O melhor presente, em Londrina, seria se todos os projetos culturais de valor fossem avaliados e aprovados pela Lei Municipal de Cultura para o ano 2001. Seria um grande presente de Natal, mas acho que isso é uma coisa viável só para quem acredita em Papai Noel’’.




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Caio Julio Cesaro, cineasta – ‘‘Em Londrina, já recebemos um presente de Natal, que foi a escolha de Bernardo Pellegrini para a Secretaria de Cultura. Com sua nomeação, as perpectivas são boas para os próximos quatro anos. Mas além disso, outro presente seria a formulação de uma política de ação cultural que contemplasse todas as áreas e incluísse alternativas de viabilização de projetos independentes que não dependessem exclusivamente da Lei de Incentivo’’.

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