Novo milênio, novo século, novo ano. A insatisfação dos artistas e intelectuais, entretanto, continua a mesma. Enquanto a cultura for tratada com descaso, eles continuarão sem ter o que comemorar. Para o próximo ano, século e milênio, eles não esperam nada além de mais respeito e consideração por seu trabalho. Mas não custa sonhar. A Folha 2 perguntou a várias pessoas do setor, que tipo de presente elas dariam à cultura. Confira as respostas.





Arquivo Folha














Carlos Eduardo Zimmermann, artista plástico – ‘‘Acho que não é momento para se festejar ou dar presentes para a cultura, embora consciência, sabedoria e discernimento pudessem ser presentes indicados. Há muito equívoco e muito descaso na área cultural, como o abandono dos museus Paranaense e David Carneiro, em Curitiba, por parte das autoridades. Muito tem se falado e pouco tem sido feito. Há um deterioramento geral do cenário cultural nacional. Acho que neste ano o único presente que houve nesta área foi a ‘‘Mostra Brasil 500 Anos’’ em São Paulo, mas ela não chegou ao Paraná. Talvez pudessem ser bons presentes grandes exposições de Picasso ou de Matisse que viajassem por todo o Brasil, mas... acho mesmo é que a cultura merece mais umas boas palmadas do que presentes’’.





Agência Estado

















Ruy Castro, escritor – ‘‘Daria um pouco mais de sentimento e de brasilidade aos órgãos da cultura, inclusive aos segundos cadernos dos jornais, para que parassem de ficar babando e de quatro diante de qualquer vigarista americano e internacional que surgiu ontem’’.




Arquivo Folha







Décio Pignatari, escritor – ‘‘Daria um bilhão de reais anualmente para o desenvolvimento da música clássica brasileira de alto repertório, para finalmente formarmos músicos e incentivarmos novos talentos’’.

mockup