Que praça é essa?
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de maio de 2006
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Hoje em dia a maioria das praças públicas não são mais lugares seguros para a recreação das famílias. As antigas fontes de água, que antes encantavam os transeuntes do local, na maior parte das vezes serve de banheiro público para os moradores de rua. Essa realidade, um reflexo das mudanças pelas quais a sociedade vem passando, serviu de tema para um trabalho itinerante e interdisciplinar que os alunos da 7ªsérie do Colégio Maxi fizeram no primeiro bimestre, que inclui visitas em diversas praças da cidade o projeto Conhecendo as praças de Londrina. Uma exposição de fotos e relatos sobre a atividade poderão ser conferidos até sexta-feira no colégio. O trabalho também vai ser registrado em um livro que será disponibilizado na biblioteca da instituição.
Na sala de aula, o tema gerador foi o conceito de praça na época do 1º Reinado, em que as praças valorizavam a arborização para atrair os frequentadores. Foram abordadas de forma integrada as disciplinas de Arte, Geografia, História e Ciências
Segundo a professora de Arte Margarete Galdino Ricci, os alunos fizeram entrevistas com os frequentadores das praças e assim puderam ter material para contrapor as questões relacionadas às diferenças sociais. Uma constatação lamentável é que algumas praças de Londrina se tornaram pontos de prostituição e tráfico de drogas. Uma boa surpresa foi descobrir que algumas praças ainda têm os fotógrafos lambe-lambe, uma relíquia dos velhos tempos.
Por melhor que seja a exposição na sala de aula, nada supera a vivência prática, explicou a professora, lembrando que seguranças do colégio também acompanharam as visitas.
Margarete também destacou um fato corriqueiro, que aconteceu na Praça Gabriel Martins, mas que serviu de uma pequena lição de cidadania aos alunos. Durante um rápido intervalo para o lanche, os alunos foram abordados por um jovem catador de papel que pediu para recolher as latinhas de refrigerante. Foi muito interessante para os alunos observarem a maneira educada como o catador de papel, de idade semelhante a deles, fez a abordagem e todos prontamente se organizaram para entregar as latinhas, comentou.
Durante o bimestre, o Projeto Meio Ambiente, também foi realizado de forma itinerante com o objetivo de buscar soluções práticas para aproveitar o lixo e o material reciclável. Em visitas ao Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionias (Ilece), os alunos puderam participar das oficinas de confecção de papel reciclável e organizaram um desfile com peças de roupas feitas com material reaproveitável, como embalagens de leite longa vida e tampinhas de garrafa. O desfile teve uma repercussão tão boa, que uma nova edição deverá ser feita ainda neste semestre, segundo informações de Adriana Giarola Ferraz, coordenadora de 5ªà 8ªsérie do colégio.


