Daniel Del Sarto considera o Ângelo, papel que interpreta em "Pecado Mortal", uma retomada em sua carreira na teledramaturgia. Desde 2006 atuando nos programas humorísticos de Renato Aragão, ele nutria, há tempos, o desejo de voltar aos folhetins. Ciente de que a produção infantil não teria vida longa na grade da emissora, começou a buscar outras opções. "Não deixei o teatro, por exemplo. Não pensei que fosse ficar lá para sempre. Queria novos projetos e caminhos artísticos. Já esperava o fim do programa há dois anos. Nada me surpreendeu", explica o ator, que participou de ''A Turma do Didi" e as "Aventuras do Didi".
Após integrar o elenco de ''Kubanacan'' e ''Guerra & Paz'', Daniel manteve contato com Carlos Lombardi para futuros trabalhos. Por isso, aproveitou a sincronia entre o fim de seu contrato com a Globo e o início da escalação do autor para seu primeiro folhetim na Record. "Em setembro, ele já tinha me falado do personagem, mas estava no início. Gosto muito do texto do Lombardi e tinha vontade de trabalhar com ele de novo", afirma o ator, que teve aulas de dança e mergulhou na temática da música disco para compor o personagem do universo dos anos 1970. "A ideia era fazer me sentir à vontade na pista. Mostrar um homem apaixonado pela dança'', completa. Apesar dos aprendizados que teve trabalhando ao lado de Renato Aragão, Daniel não cogita a possibilidade de voltar a atuar para o público infantojuvenil. "Em um texto adulto, posso ter pensamentos mais rápidos e irônicos'', ressalta.

Nome: Daniel Del Sarto Soares.

Nascimento: Em 1º de setembro de 1979, São Paulo.

O primeiro trabalho na tevê: Bruno do seriado ''Sandy & Junior'', da Globo, de 2001.

Atuação inesquecível: No filme independente "Mea Culpa", de Julio Lellis.

Interpretação memorável: "O Al Pacino em 'O Advogado do Diabo', de Taylor Hackford, e Cate Blanchette em 'Blue Jasmine', de Woody Allen''.

Um momento marcante na carreira: ''Quando entrei para 'Cambaio', musical de João Falcão''.

O que falta na televisão: ''Talvez falte discernimento da audiência que, com mais educação e cultura, poderá eleger melhor com o que vai perder ou ganhar seu tempo''.

Com quem gostaria de contracenar: ''Em uma comédia romântica com a Tatá Werneck".

Se não fosse ator, o que seria: "Compositor ou músico".

Novela preferida: "Pecado Mortal", da Record.

Melhor abertura de novela: ''Champagne'', da Globo, de 1983.

Vilão marcante: Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall em ''Vale Tudo", da Globo, de 1988.

Personagem mais difícil de compor: "O meu atualmente. Foram muitos detalhes para encarar: entrar em forma física em um curto espaço de tempo, aprender a dança da música disco e sacar o lado psicológico e o texto do Lombardi''.

Papel que mais teve retorno do público: Nicolau de ''Desejo de Mulher", da Globo, de 2002.

Que papel gostaria de representar: David Aames, interpretado por Tom Cruise em "Vanilla Sky'', de Alejandro Amenábar e Mateo Gil, de 2001.

Filme: "A Pele que Habito", de Pedro Almodóvar, de 2011.

Autor predileto: Pedro Almodóvar e Woody Allen.

Diretor favorito: Clint Eastwood.

Um medo: "De não ter tempo suficiente para realizar meus sonhos".

Projeto: ''Meu disco novo e o meu primeiro livro que reúne letras, poesias, prosas e pensamentos".

mockup