Seis anos depois do fim da série e já com um longa-metragem no currículo, Carrie Bradshaw, Charlotte York, Miranda Hobbes e Samantha Jones estão de volta aos cinemas com ''Sex and the City 2'', que estreia hoje nos cinemas da cidade. Longe da subversão, da ousadia sexual e do feminismo pregado por suas personagens no programa televisivo, o filme mostra as quatro protagonistas tentando se adaptar à vida tradicional que escolheram levar.
Enquanto Carrie (Sarah Jessica Parker) começa a sofrer com as primeiras crises do casamento com Mr. Big (Chris Noth), Miranda (Cynthia Nixon) percebe que o trabalho não é tudo na vida, e Charlotte (Kristin Davis) logo nota que a vida familiar não é o conto de fadas com que sempre sonhou. Por sua vez, Samantha (Kim Cattrall), na contramão das três amigas, continua atrás dos homens para satisfazê-la.
É ela a única, entre as quatro, que ainda mantém a aura do poder feminino no grupo - que, em si, já parece meio chato. Inclusive, é justamente a relações públicas que rouba a cena repetidas vezes no filme, seja por meio das piadas que faz, seja por conta das situações em que entra.
''Sex and the City 2'' leva as quatro inseparáveis amigas ao Oriente Médio. Longe de seus respectivos parceiros, Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha questionam as experiências que têm vivido. Além disso, precisam lidar com situações mal resolvidas do passado. Nesse ponto, surge Aidan Shaw (John Corbett), antigo amor de Carrie, que balança o coração da jornalista - para o delírio dos fãs que torcem contra Mr. Big.
O filme, muito mais divertido que o primeiro, reúne os principais elementos da série, baseada no romance de Candace Bushnell: roupas elegantes e cheias de glamour - a quantidade de grifes mostradas no longa é incontável-, piadas e homens bonitos. Ousadia, porém, falta. Os tempos são outros, e a idade chegou para as já não mais garotas de Nova York.

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