'Quarto de empregada' volta a ser encenado
Quarto de Empregada, peça escrita por Roberto Freire em 1969, passados 31 anos ganha nova leitura na concepção do diretor Guido Salton. O espetáculo que fica em cartaz de hoje a domingo no miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba, ganhou ares políticos inimagináveis para os bicudos tempos quando foi criado. Salton colocará a bandeira brasileira no palco como o retrato da nação e do poder.
Originalmente uma montagem intimista, que marcou época com Maria Isabel de Lizandra e Rutinéa de Moraes, nos papéis das empregadas domésticas a primeira, Sueli, cheia de ilusão e ousadia; a segunda, Rosa, uma conhecedora das armadilhas, cansada das trapaças da vida , a peça sustentava-se na solidão das mulheres.
O diretor incluiu um coro de três mulheres, baseando-se nas carpas da mitologia grega. Elas dão corpo e voz às raivas contidas das duas personagens, sintetizando a insatisfação do brasileiro comum. Elas deram outro espírito ao espetáculo, admite.
A bandeira é como um ser imanente sobre a peça, transformando-se também no soldado Argemiro, namorado de Sueli. Sua representação está ainda no cenário criado por Geraldo Siqueira, que vai se formando aos poucos. O grupo Fonte Onírica de Teatro e Arte Fota, responsável pelo espetáculo, ganhou notoriedade nacional há dois anos quando encenou Mismor Salmos Bíblicos, com atores seminus que se banhavam na lama e citavam trechos da Bíblia.
Sem apoio oficial o grupo conta com apoio das empresas Balaroti, Colégio Primeiro Mundo, Gat Chocolat, Vimo Vídeo Foto, Portare, Televisão e Rádio Educativa.
O espetáculo Quarto de Empregada fica em cartaz de hoje até o dia 9, sempre às 21 horas, no miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba. Os ingressos custam R$ 10,00 e R$ 5,00.





