Quarteto Vermeer apresenta-se no Cultura Artística
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sábado, 28 de agosto de 1999
Por Carlos Haag 
São Paulo, 29 (AE) - O nome do delicado mas intenso pintor flamengo escolhido como nome de batismo do grupo dá a medida exata da sonoridade consistente e cálida do Quarteto Vermeer, que se apresenta de amanhã (30) até quarta-feira (01), o oitavo concerto da temporada internacional do Cultura Artística. De quebra, a presença do oboísta brasileiro Alex Klein, primeiro-oboé da Orquestra Sinfônica de Chicago, especialmente convidado para esse turnê brasileira do conjunto. Elogiado pelo pianista Menachem Pressler, do Trio Beaux Arts, como um dos grandes solistas da atualidade, Klein estará de volta a São Paulo no ano que vem com sua orquestra para concertos na série do Cultura.
No programa, obras de Mozart (o delicioso Quarteto em Fá Maior para Oboé e Cordas), Mendelssohn, Dvórak, Schumann (é uma raridade ouvir a sua boa música de câmara) e Reicha (o Quinteto em Fá Maior para Oboé e Cordas). Fundado em 1969 (assoprando, portanto, suas 30 velinhas no Brasil) por Shmuel Ashkenazy, até hoje o primeiro-violino da formação, o Quarteto Vermeer nasceu durante o Festival de Marlboro - marcado então pela presença de Pablo Casals como seu organizador e diretor.
Os outros integrantes (uma mistura de um israelense, um alemão e dois americanos) são Richard Yound (viola), Matias Tacke (violino) e Marc Johnson (violoncelo). Todos são professores na Resident Artist Faculty da Northern Illinois University e são convidados constantes do Royal Northern College of Music, de Manchester, Inglaterra. O grupo deu seus primeiros concertos europeus em 1973 e, desde então, estão presentes nos mais celebrados festivais de música, como os de Tanglewood, Aldeburgh, Mostly Mozart (em Nova York) e no Festival Casals.
Entre os vários discos gravados pelo Vermeer, sempre para o selo Teldec, destacam-se a integral de Beethoven, Dvórak, Verdi, Schubert e, em especial, o As Sete Palavras de Cristo na Cruz, de Haydn, bem-recebido pela crítica especializada (que elogiou a mistura equilibrada de sofisticação e força do conjunto) e indicado para o Grammy. Eles vêm em ótima companhia.
Alex Klein é o oboísta principal da Sinfônica de Chicago desde 1995 e venceu o New York International Competion e o Concurso Internacional de Oboé F. Gillet, além do primeiro lugar do Concours International dExecution Musicale, de Genebra. Detalhe: o último a ganhar a distinção foi ninguém menos do que Heinz Holliger, que papara o prêmio 30 anos antes. Precisa mais? Mas há.
Klein já solou com a Orquestra de Filadélfia, a Orchestre de La Suisse Romande e, é claro, a sua orquestra de Chicago, onde foi elogiado ao tocar o Concerto para Oboé, de Richard Strauss, ao lado de Daniel Baremboim (registrado em CD pela Teldec). Mas também fez muita música de câmara com amigos de peso: Perlman, Pinchas Zukerman e Christoph Eschenbach.


