Os filhos crescem e, quando vão embora, deixam na casa dos pais o “ninho vazio”. Não importa quantos anos tenham, nem os filhos nem o pais, a sensação será sempre a mesma.

Mas vêm os feriados, como este da Páscoa, uma das datas mais bonitas do ano por seu grande significado. Então, todas as ações e emoções se concentram na volta do filho, enquanto a casa se alegra com as coisas simples.

Imagem ilustrativa da imagem Quando os filhos voltam
| Foto: Marco Jacobsen

Não conheço um pai ou mãe que não repitam os mesmos rituais, com direito a variações sobre o mesmo tema de amor:

-Trocamos a cama fazendo questão do lençol de algodão macio, porque o filho vai chegar.

-A casa fica mais limpa e perfumada, porque o filho vai chegar.

-Abrimos as janelas do quarto que fica quase sempre fechado, porque o filho vai chegar.

-Superamos as dificuldades da semana , porque o filho vai chegar.

-Mantemos o bom humor, porque o filho vai chegar

-A gente ri de qualquer bobagem, porque o filho vai chegar.

-Fazemos o bolo de chocolate, porque o filho vai chegar.

-Providenciamos o sorvete para comer com o bolo, porque o filho vai chegar.

-Conferimos a programação de cinema, porque o filho vai chegar.

-Checamos a previsão do tempo, porque o filho vai chegar.

-Enviamos a data e horário da passagem pelo whats, porque o filho vai chegar.

-Tiramos do armário um cobertor mais leve, porque o filho vai chegar.

-Deixamos um xarope de plantão porque o filho tinha crises de asma e vai chegar - sem asma - mas o xarope continua lá.

-A cerveja já está na geladeira, porque o filho vai chegar.

-A receita da torta já foi selecionada, porque o filho vai chegar.

-Colocamos cordas novas na guitarra, porque o filho vai chegar.

-Contamos os dias, porque o filho vai chegar.

-Insistimos dezenas de vezes no horário da partida do ônibus, porque o filho vai chegar.

-Temos insônia, porque o filho vai chegar.

-Rezamos na ausência e na presença do filho, porque ele vai chegar.

-Abrimos a porta com o coração aos pulos, porque o filho vai chegar.

-Abrimos os braços para o maior abraço do mundo porque o filho chegou.

Com ele passamos as datas mais importantes dos últimos 22 anos, mas é como se o filho tivesse ido embora há décadas.

Então, com a mesa posta, a música tocando e os irmãos rindo do exagero da mãe, desejamos a todos uma Feliz Páscoa com o sol de todo amor, no dia da ressurreição, quando os filhos voltam para uma espécie de céu particular.

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