Quando o tema é futebol
Quando o tema é futebol
No ano da Copa do Mundo, editoras apostam na paixão do brasileiro pelo esporte
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Fiz tudo de novo, diz Nelson MottaAproveitando que este é ano de Copa, muitos livros sobre o assunto pipocaram na Bienal Internacional do Livro. Praticamente quase todas as editoras presentes levaram algum título relacionado ao futebol. Surgiu de tudo, desde guias para conhecer Paris durante o evento, até o livro de receitas Para Devorar a Copa (Editora Melhoramentos).
Dois dos lançamentos mais marcantes sobre o assunto coincidentemente foram de dois jornalistas, Orlando Duarte e Nelson Motta. Duarte, um dos maiores conhecedores do futebol brasileiro, lançou a Enciclopédia Todas as Copas do Mundo (Makron Editora), um livro feito por um profissional destinado a aficionados ou não por futebol. Motta, por sua vez, preferiu dar a sua visão de torcedor. Ambos merecem ser conferidos.
Todas as Copas do Mundo traça a história do maior evento esportivo da área, desde sua primeira edição. Baseado em dados históricos e repleto de estatísticas, Duarte conta como surgiu o famoso esporte bretão, os mundiais e a Fifa, mostrando um panorama completo sobre cada um dos mundiais realizados até agora, recheado com curiosidades imperdíveis para quem gosta do esporte.
Em um trabalho minucioso, Duarte conseguiu reunir os melhores momentos do futebol tupiniquim, criando uma obra de referência para os profissionais da área. Este livro é para ler e consultar, para conhecer a evolução do evento e os bastidores de cada um. Não é um livro de polêmicas, não é para dizer se o futebol brasileiro melhorou ou piorou - garante.
Já o compositor, escritor, jornalista, produtor (e etc) Nelson Motta preferiu as aventuras e desventuras de um torcedor - no caso, ele próprio - para narrar a evolução do futebol brasileiro nas últimas quatro copas. Confissões de um Torcedor - Quatro Copas e uma Paixão. Segundo ele, o livro reúne uma série de crônicas, divididas por Copas, sobre os jogos e os bastidores do evento. Eu fiquei mais orgulhoso da copa de 82, quando perdemos com garra, do que da de 94, quando ganhamos melancolicamente nos pênaltis - diz. Mas não é uma seleção das crônicas que escreveu diariamente, durante as Copas, para diversos jornais. Eu fiz tudo de novo. Usei aquelas crônicas apenas como anotações, material de pesquisa. Escrever uma crônica por dia, com horário, é terrível. O único que consegue fazer bem é o Luiz Fernando Veríssimo - observa.
Sem nenhuma pretensão de fazer uma análise do fenômeno Copa do Mundo para o brasileiro, Motta explica que escreveu o livro para alegrar, divertir e amenizar o período de espera até a chegada da próxima. E vamos precisar disto. Fiquei revoltado com o jogo do Brasil com a Argentina. Sinceramente, espero que tenhamos melhor preparo até o mundial - torce.
(T.E.)





