ReproduçãoBjork: apontando para o futuro da música popCom seu majestoso álbum Homogenic, a cantora islandesa Bjork fechou 1997 apontando para o futuro da música pop. Nada mal, para um ano em que opulência e qualidade desafiaram críticos rabujentos e o bolso dos consumidores com discos marcantes.
Foram tantos grandes lançamentos que até trabalhos menos elevados como Be Here Now e Urban Hymns, lançados respectivamente pelas bandas britânicas Oasis e Verve, bastariam para suplantar a flácida lista ‘‘dos melhores’’ do ano passado.
ReproduçãoBobby Gillespie, do Primal Scream: inseriu teclados hipnóticos, samples e tablas indianas
Oasis foi o mico da temporada. Seu último disco decepcionou na mesma proporção com que foi badalado, antes de chegar às lojas, por críticos-fãs. Como saldo, os irmãos Gallagher deixaram pelo menos um excepcional single contendo uma cover de David Bowie (‘‘Heroes’’) e uma canção memorável (‘‘Stay Young’’), ambas não incluídas no álbum.
Dobradinha Os demais representantes do pop inglês, no entanto, mantiveram a inspiração em alta. Supergrass reapareceu com o notável In It For The Money. Blur surpreendeu com uma chiadeira de guitarras infernal em seu disco homônimo. Mansum, de vertente glam, despontou como uma das gratas revelações do britpop com o álbum de estréia Attack of The Grey Lantern.
ReproduçãoChemical Brothers: fusão techno-rock
Radiohead, conhecida até então como banda de uma música só (‘‘Creep’’), trouxe uma coleção de canções refinadas em Ok Computer. Primal Scream, por fim, retomou a dobradinha dance-rock no fabuloso Vanishing Point em que a formação guitarra-baixo-bateria convive com tablas indianas, samples e teclados hipnóticos.
Painel Também ancorada na conexão dance-rock, a Inglaterra exportou os álbuns mais explosivos do ano na área da música eletrônica: Dig Your Own Hole, do Chemical Brothers; e The Fat of the Land, do Prodigy. Da mesma matriz, saiu Dead Cities, da dupla The Future Sound of London, mais voltada para a exploração de texturas etéreas e ‘‘climas’’ futuristas.
ReproduçãoYo La Tengo: teia de acordes melancólicos
Único representante norte-americano neste modesto painel dos sons que desequilibraram em 97, o trio novaiorquino Yo La Tengo ressurgiu com I Can Hear The Heart Beating As One, em que até uma bossa-nova se faz presente em meio a uma teia de acordes melancólicos.

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