Quando o passado condena
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2002
Celso Mattos Reportagem Local 
A Conspiração (The Contender, 2000) só não passou mais despercebido pelo público porque recebeu uma indicação ao Oscar: Joan Allen concorreu à estatueta de melhor atriz e porque a fita recebeu alguns elogios da crítica. Agora que o filme está chegando às locadoras vale a pena conferir esse drama político. Só a atuação de Joan Allen vale o aluguel da fita. Mas A Conspiração tem outros méritos.
Dirigido pelo ex-crítico de cinema Rod Lurie, o filme mostra até que ponto a privacidade de uma pessoa lhe pertence quando ela se torna pública. A pessoa no caso é a senadora Laine Hanson (Joan Allen), apontada para ocupar a cadeira de vice-presidente dos Estados depois da morte do titular, ela começa a ser alvo da oposição. O senador de extrema direita interpretado por Gary Oldman (irreconhecível), descobre que a senadora participou de uma orgia sexual aos 19 anos, quando era uma simples universitária.
Se ela não desistir do cargo, ele ameaça tornar a informação pública. Esse delicado equilíbrio entre verdade, manipulação, deveres de pessoas públicas e direito à individualidade é colocado em xeque pelo cineasta. O resultado só não é melhor porque o diretor não faz mínima questão de esconder suas preferências políticas.
Lançamento da Europa. Duração: 126 minutos.
ReproduçãoCate Blanchett: visões perigosas
Atmosfera gótica
Antes de dirigir o aguardado Homem Aranha, o diretor Sam Raimi deu uma leve arranhada em sua carreira com O Dom da Premonição, com Cate Blanchett, Hilary Swank e Keanu Reeves nos papéis centrais deste suspense com atmosfera gótica. Com roteiro de Billy Bob Thornton, o filme conta a história da viúva Annie Wilson (Cate Blanchett) que para completar a renda da casa, ela coloca seu talento à venda: ler as cartas.
Ela vê nas cartas que uma garota foi assassinada, mas não consegue saber quem é o assassino. Um inocente é preso e condenado, só então, durante um sonho, Annie consegue visualizar o rosto do verdadeiro assassino e vai lutar para que o processo seja reaberto. Só um detalhe: o cara que está preso por engano é Daniel Barksdale (Keanu Reeves) o maior inimigo de Annie. O Dom da Premonição tem boas interpretações e uma atmosfera que foge ao convencional, mas a obviedade do roteiro é de doer.
Lançamento da Europa. Duração: 111 minutos.


