É sempre útil assistir a shows de bandas gringas. De um lado, serve para comparar com o desempenho em palco de suas similares nacionais - e particularmente com as cenas locais - fornecendo novos parâmetros críticos tanto aos pretensos artistas quanto ao público. De outro, em inversa proporção, serve para desmistificar o que antes talvez fosse idolatrado em demasia apenas por ser ‘‘de fora’’.
O show que a banda norte-americana Seaweed faz neste sábado em Londrina é mais uma oportunidade para se divertir, e refletir um pouco sobre essas questões - e outras que muitas vezes passam batidas pelo excesso de deslumbramento diante dos ídolos. O show dá continuidade ao projeto da produtora Madame X, que já trouxe à cidade nomes de destaque do som alternativo mundial como Fugazi, Man or Astro-Man, Atari Teenage Riot, Millencolin, Superchunk e Make Up.
Reprodução‘‘Actions and Indications’’: novo CD traz pelo menos quatro faixas memoráveisSeaweed tocou ontem em Curitiba, descansa hoje e sobe amanhã ao palco do Mecenas Bar (Av. Arthur Thomas, 325) antecedido pela banda santista Garage Fuzz. A apresentação começa às 23 horas. A turnê brasileira coincide com a divulgação do novo CD Actions and Indications, lançado por aqui pela gravadora mineira Motor Music e com pelo menos quatro pepitas de punk/pop - ‘‘Antilyrical’’, ‘‘Thru the Window’’, ‘‘Steadfast Shrine’’ e ‘‘Stay Down’’.
O álbum traz uma faixa-extra exclusiva para a edição brasileira. É o sétimo trabalho da banda oriunda de Tacoma. Já com 10 anos nas costas, Seaweed surgiu em meio à ebulição punk do noroeste americano. Seus primeiros trabalhos foram produzidos pelo lendário Jack Endino, o que acabou filiando o quinteto à onda ‘‘grunge’’ que sacudiu o rock mundial no começo da década através de bandas como Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam.
O som do grupo resulta desses ambientes, com linhas de guitarras alternando melodia e urgência e um vocalista (Aaron Staffer) para deixar os concorrentes comendo pó.

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