São Paulo, 13 (AE) - Desde que foram criadas em 1921 pelo dramaturgo e jornalista A.A. Milne - pai do então pequeno Christopher Robin Milne -, as histórias de Pooh (Puff) e sua turma viraram livros, seriados de tevê, quatro curtas-metragens, incluindo a aventura premiada com o Oscar de 1968 intitulada "Winnie the Pooh and the Blustery Day". Além de uma compilação de três desses curtas, que deram origem ao longa "The Many Adventures of Winnie the Pooh". Finalmente agora, depois de 17 anos, os encantadores personagens voltam às telas estreando o seu primeiro longa-metragem. "Tigrão - O Filme, As Novas Aventuras do Ursinho Pooh e Seus Amigos", da Walt Disney, entra amanhã (14) em cartaz na cidade. É com uma história lúdica e repleta de emoções que esses personagens clássicos prometem conquistar não somente a criançada como também os adultos e os fãs dos desenhos.
No longa, Tigrão fica triste por não ter uma família. Mesmo com tantos amigos sinceros e companheiros, como Pooh, Guru
Leitão, Coelho, Corujão e Ió, o saltitante tigre se sente solitário por ser o único de sua espécie. Por isso, ele sai numa incrível aventura pelo Bosque dos Cem Acres em busca da maior árvore genealógica, em que possam existir outros tigrões como ele. Mas todas as tentativas são inúteis.
Para acabar com a tristeza de Tigrão, seus amigos - especialmente seu parceiro saltitante Guru - resolvem ajudá-lo, se fantasiando de tigrões. Com isso, eles decepcionam Tigrão ainda mais, que sai à procura de sua família em meio a uma nevasca. Preocupados, os doces personagens enfrentam o frio para encontrar o companheiro e provar que eles são a sua família, amigos de verdade que se importam com o seu bem-estar.
Ao contrário de muitos longas infantis que dominaram a cena durante as férias ou estrearam nos últimos meses, incluindo lançamentos da Walt Disney, "Tigrão - O Filme, As Novas Aventuras do Ursinho Pooh e Seus Amigos" não explora a violência. Indicada para os pequenos espectadores, a obra tem um conteúdo cheio de lirismo e situações comuns ao dia a dia das crianças, mas sem ser piegas ou cansativa. Do roteiro à trilha sonora, tudo reflete o ingênuo universo infantil.
As peripécias do ursinho Pooh e sua turma - que já venderam mais de 45 milhões de livros escritos por Milne e traduzidos para, pelo menos, 30 idiomas - ficaram sob o comando de um time feminino no longa-metragem. A direção e o roteiro são assinados pela cineasta Jun Falkenstein, responsável também pelo especial de tevê "A Winnie the Pooh Thanksgiving", exibido em 1998. Já a produção ficou por conta de Cheryl Abood, que faz sua estréia na Disney.
Autores de todas as canções dos curtas de Pooh, os irmãos Richard M. Sherman e Robert B. Sherman são os responsáveis por seis composições feitas para o filme. Vencedora de dois Oscars, a dupla responsável pela trilha do clássico "Mary Poppins", de 1964, também marca sua estréia num longa-metragem dos estúdios Disney. O cantor e compositor Kenny Loggins faz uma parceria com os irmãos Sherman na música tocada nos créditos finais, com o título "Your Heart Will Lead You Home". Já o instrumentista Harry Gregson-Williams confere mais emoção às cenas dramáticas e cômicas da história com a trilha instrumental. A criançada vai adorar!

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