O pudim tradicional ganhou algumas adaptações e virou um doce gourmet na Hachimitsu. A receita leva ovos, leite e creme de leite fresco e, ainda, fava de baunilha. "O ovo é o último ingrediente a ser acrescentado na receita", explica o chef confeiteiro César Kato. Tudo é misturado, batido à mão e levado ao fogo numa panela para ser levemente engrossado. Em seguida, coado na peneira para a massa ficar mais homogênea e colocado na forma para ser assado em banho-maria em forminhas pequenas e individuais. Depois de gelado, é hora de montar na taça. Mas o pudim não é apenas desenformado; a decoração faz parte da sobremesa. No fundo, um pedaço de pão de ló coberto de creme pâtissière (a receita clássica do creme de confeiteiro) e, então, o pudim. Para arrematar, calda de caramelo, um pouco de chantilly e uma cereja.
No total, 170 gramas da sobremesa que são uma delícia. O pudim é suave, com uma textura tão leve que parece ser um creme mais encorpado. Não há bolhas. O creme pâtissière e o caramelo combinam muito bem. Uma porção servida na confeitaria é mais que o suficiente para saciar a vontade de comer um doce, seja pela quantidade ou pelo sabor. "Não é o doce mais vendido do local, pois as pessoas acabam seduzidas por outros que não são tão comuns de serem encontrados. Por isso, chegamos a essa receita mais sofisticada que é para os fãs de pudim ficarem com água na boca", explica Kato. Certamente, vale a pena abrir mão dos outros doces e experimentar essa versão de pudim. (M.T.)

mockup