Pucón - Um lugar para esquiar, entrar em contato com a natureza e, ainda, conhecer um pouco da cultura dos índios mapuches. Em Pucón, 870 quilômetros ao sul de Santiago, há alternativas de lazer em qualquer época do ano. Além das disputadas pistas invadidas por esquiadores e snowboarders, a cidade tem parques maravilhosos que valem a visita, como o Parque Nacional Huerquehue e o Parque Nacional Villarrica.
No Centro de Ski Pucón Chile, as 20 pistas de diferentes graus de dificuldade estão a 1.200 metros de altitude, com direito a um belo bosque, que deixa a paisagem ainda mais encantadora. Nove ski lifts aqueles teleféricos que são usados como meio de elevação levam os turistas até a área esquiável.
Quem chega a 1.840 metros, o ponto mais alto, consegue avistar as regiões de Villarrica, Colico, Huilipilun, Caburgua e Calafquen. Lá em cima, há restaurante, cafeteria (de onde os esquiadores costumam apreciar o pôr-do-sol) e bares, o esqui butique em que se pode alugar equipamentos e roupas de neve e até um miniclube para a criançada.
Depois das longas caminhadas ou dos deslizes pela neve, o corpo pede descanso. É o momento ideal para ficar imerso em águas termais (Huife, San Luis, Menetué e CoÀaripe são as termas mais famosas), relaxar e renovar as energias. Elas vêm do subsolo, aquecidas pelas lavas do vulcão Villarrica. Antes de sair para os passeios, confira se tem roupa de banho e toalha na bolsa.
Outro tour que vale a pena é pela charmosa Villarrica, a apenas meia hora do centro de esqui. Cercada por lagos, montanhas, vulcões e muitas araucárias, a cidade atrai esquiadores e aventureiros de todo o mundo.
Um vulcão que entrou em erupção pela última vez em 1985, sem traumas nem prejuízos para a população, deu nome à cidade e tornou-se a referência do lugar. Na base ou no topo do vulcão que está 2.847 metros acima do nível do mar podem ser praticadas atividades como rafting, trekking, caiaque, pescaria, cavalgada e mountain bike.
Villarrica guarda, ainda, restaurantes bem aconchegantes, para um caprichado chá da tarde. O comércio é dominado pelas comunidades alemã e árabe. Mas o que realmente interessa aos turistas são a cultura e o artesanato dos índios mapuches, que marcam a identidade da cidade de 50 mil habitantes. Aí vai uma dica realmente imperdível, além das inúmeras comprinhas: não deixe de conhecer os parques locais, que oferecem trilhas, pontos de pescaria ou, ainda, caminhos próprios para pedaladas por paisagens de cair o queixo.
Os passeios rurais também vêm ganhando espaço. A Fazenda Huifquenco, por exemplo, oferece cavalgadas pelos bosques nativos, que levam a mirantes como o San Fermín, à Lagoa dos Patos, ao Rio Voipir e até a pastos de javali. Há opções de passeios de 2h30 e de meio dia. Nos mais longos, pode-se incluir atividades como caiaque, pesca ou mountain bike. No fim do passeio, os visitantes são convidados a experimentar a típica ''sopaipillas con pebre''. Trata-se de um bolinho feito com massa de abóbora, que se pode comer com um tipo de vinagrete e pimenta crua. Vale a pena prová-lo.
Mais uma opção: o Parque Huerquehue, a 35 quilômetros de Pucón. Ali, o ideal é deixar a preguiça de lado e caminhar. As atrações são os Lagos Tinquilco, Chico, Verde e Toro, além das gigantescas Cachoeiras Trufulco e Águila e de dois mirantes. Para os mais radicais, há um trekking de dois dias que leva até as Termas San Sebastian, onde fica a Laguna de los Condores.

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