Publicitário prepara livro sobre jingles
O cantor, compositor, produtor e dono de estúdio Wilmar Cirino estima que cerca de 50 vozes femininas atuem no mercado londrinense de peças publicitárias. Ele afirma que a maioria das intérpretes de jingles vive no anonimato, não participando da agenda de shows da cidade.
''O jingle é uma boa prática para as cantoras'', sublinha. ''Elam chegam lá, ouvem a linha da melodia e têm que captar tudo instantaneamente. A gravação é feita na hora. Elas não podem levar para casa para treinar. E a voz precisa ser neutra, não pode parecer uma imitação de alguém'', diz.
Para o músico Kiko Jozzolino, que também é proprietário de um estúdio, a composição de um jingle diferencia-se bastante de uma composição artística. ''Existe a limitação de tempo, porque sua duração é geralmente de 30 segundos ou - no máximo - 1 minuto e meio. Por isso, exige palavras diretas e uma melodia que grude como chilete. E sua função é passar uma mensagem comercial para vender um produto'', assinala. No ano passado, Jozzolino foi premiado em primeiro lugar num concurso de jingles publicitários promovido pela Associação dos Profissionais de Propaganda do Paraná.
Pouco conhecido do grande público, o mundo do jingle tem destaque na rádio UEL, que veicula um quadro quase diário sobre o assunto em sua programação. A coluna tem 5 minutos de duração e é apresentada pelo publicitário Fábio Dias, que é dono de 3 mil peças nacionais do gênero e criador de um site especializado (www.clubedojingle.com). ''Agora estou preparando um livro sobre o tema'', anuncia ele. (N.S)





