Publicar, o verbo do autorDivulgaçãoChico Guil
rocuram-se editoras. O escritor e poeta Chico Guil, de Guarapuava, é quem está procurando editoras para publicar suas duas mais novas criações - um livro de poemas ilustrados e um outro de contos. Por enquanto, como explica, remeteu cópias de suas produções a duas editoras e aguarda respostas. Mas já está sondando outras para remeter exemplares.
O livro do poema - chamado ‘‘Havia Estrelas Quando Estivemos Aqui’’ - deve ter entre 150 e 170 páginas. São palavras ora singelas, ora irônicas, que expressam sobretudo uma visão particular que o autor teve no seu dia-a-dia. Já o de contos - sem nome ainda - foi baseado em fatos reais com uma boa pitada de ‘‘enfeites’’ que aconteceram com ele ou com amigos.
Chico GuilA maioria das poesias e contos foi produzida nos últimos quatro anos. Guil diz que a princípio pensou em fazer uma publicação caseira, mas se deu conta de que isso poderia não atingir um público maior. Daí, o motivo de estar procurando uma editora que tenha porte e suporte suficientes para encampar as produções e, claro, uma boa divulgação.
Há tempos ele vem sondando o mercado. Chegou, como conta, a ir à última Bienal do Livro, em São Paulo, para ver de perto em que pé estavam as coisas. Teve uma certa decepção. ‘‘O brasileiro não acredita no brasileiro. Existem grandes talentos mas o mercado editorial prefere ainda investir nos escritores estrangeiros’’ - disse.
Segundo ele, uma das grandes falhas da bienal é não haver um assessoramento aos autores iniciantes. O pouco contato que teve foi com alguns editores com os quais falou sobre suas novas produções. Sobre sua intenção de publicar o livro com poemas ilustrados ouviu não ser ‘‘viável’’ esse tipo de publicação pelas editoras. ‘‘As editoras não estão preocupadas em promover talentos; estão preocupadas em faturar’’- diz ele.
O gosto pela literatura de um modo geral sempre foi grande em Chico Guil - chegou, inclusive, a ganhar alguns prêmios e menções em concursos estaduais e nacionais. Até hoje teve duas publicações: o livro de contos ‘‘Águas Silenciosas’’ (em 95, impresso pela Editora da Universidade de Guarapuava) e uma agenda ilustrada, no ano passado, pela Editora Vozes.
Suas influências, como cita, passam por Machado de Assis e Garcia Marquez e acentua-se principalmente em Carlos Casta¤eda e Henry Miller. Agora, quanto ao seu estilo, prefere não se localizar nisso ou naquilo. ‘‘Eu acho que o autor tem que ter liberdade de hoje publicar realismo e amanhã romantismo, por exemplo. Mas eu não quero ter um estilo pré-fixado; isso vai se definindo aos poucos’’- raciocina.
Chico concorda que é uma criatura inquieta. Começou e não terminou diversos cursos universitários - Medicina, Direito, Artes Plásticas, Letras, Matemática e História. Não gostou do que viu e ouviu e foi-se embora. Preservou, contudo, o gosto pelo simples e delicioso ato de escrever.
‘‘Quando se começa a escrever, mesmo que não queira, não se consegue deixá-lo. Minha comunicação verbal é deficiente, mas escrevendo consigo dizer quase tudo que vejo e sinto. A palavra escrita me permite isso’’- analisa ele. As editoras interessadas em apostar no trabalho de Chico Guil podem entrar em contato através dos seguintes telefones: (042) 722-3658/723-3634.

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