Todo mês de janeiro, a psicopedagoga Andréa Lilian Silveira, de 26 anos, tem um compromisso consigo mesma. É a hora de escrever na agenda suas metas para o ano que se inicia. Foi assim no começo de 2004, repetindo um hábito que tem desde adolescente. E não será diferente nesse ano.
Para Andréa, escrever suas metas é como dar um sentido de obrigatoriedade a elas. ''Quando escrevo, parece que tenho a obrigação de cumprir'', afirma. Ao longo do ano ela vai sempre relembrando o que escreveu, e conta que ''se mudar de opinião'' incorpora a nova meta à lista. ''Quando chega dezembro, eu me sinto realizada de ter cumprido a maioria das coisas'', diz, acrescentando que prefere definir propostas para a vida profissional.
Exemplo de promessa cumprida foi ter emagrecido 12 quilos, desde agosto, quando começou uma dieta. ''Coloquei essa meta desde janeiro, mas só consegui a partir de agosto'', conta. Outro exemplos, de metas realizadas em anos anteriores, foram a conclusão de um curso de pós-graduação e algumas reformas na pré-escola que dirige.
Mesmo assim, ela admite que não é sempre que consegue cumprir tudo: ''Tinha como meta para 2004 quitar todas as dívidas da escola, não consegui, mas quitei quase tudo. O que não consigo num ano, coloco como meta para o outro''.
A psicopedagoga, apesar de ainda não ter parado para pensar, já tem algumas propostas definidas para esse ano: ''provavelmente uma nova pós-graduação e quero trabalhar em uma universidade, dando aula na área de pedagogia''. (C.P.)

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