‘‘Eu escrevo para libertar os demônios e não me tornar assassino, como Dostoievski.’’ É a voz do escritor Jorge Mautner, para não dizer do cineasta que dirigiu ‘‘Demiurgo’’ (1970). Até o próximo ano, ele pretende lançar o seu 13º livro, cujo título provisório é ‘‘Floresta Verde-Esmeralda - Jorge Mautner e Amigos’’.
‘‘Originalmente, estou perdido na floresta amazônica, começo a ter devaneios, encontro um tesouro, que são ensaios sobre Nietszche, Big Bang, Muro de Berlim, e de repente começo a enautecer a cultura brasileira, o tropicalismo, abrindo espaço para depoimentos de Caetano, Gil, Wally Salomão, Geraldo Carneiro, Scarlet Moon, entre outros, até culminar com um jovem poeta que estou lançando, Carlos Pinto’’, afirma Mautner em sua sinopse.
O lançamento sairá pela editora Global, confirma a dramaturga Edla Van Steen, responsável por algumas coleções da casa.
O sonho de Mautner é ver sua obra reeditada. Não só a literária, de títulos como ‘‘Deus da Morte’’ (1962), ‘‘Fragmentos de Sabonete’’ (1974) e ‘‘Sexo do Crepúsculo’’ (1980), que segundo ele a editora Azougue acena para breve, mas principalmente sua obra musical. (V.S.)

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