Começou ontem à tarde, em Londrina, o 9º Encontro da Rede de Promotores Culturais da América Latina e do Caribe. A reunião anual, programada inicialmente para acontecer em Quito, foi transferida para o Brasil em função da crise financeira do Equador. Vale lembrar que desde o ano passado Londrina é a sede fixa da Rede, uma organização não-governamental (ONG) criada para promover o conhecimento, o intercâmbio e o trabalho conjunto de vários artistas de dança, teatro e música. O evento acontece até dia 31, no Hotel Sumatra.
A escolha da nova sede da reunião anual aconteceu depois de uma conferência entre os núcleos via Internet. De acordo com a diretora-executiva, Nitis Jacon, além de Londrina, também estavam inscritas Miami, Cidade do México, Buenos Aires e Santiago.
Na reunião de ontem, específica do Conselho Consultivo, foram discutidos assuntos internos da Rede com a presença da presidente Mary Torres, de Porto Rico, e das assessoras Nindra Cordeiro e Lídia Platon; Nelson Dias, do Equador; Fernando Uma¤as, de El Salvador; Tomás Ybarra-Frausto, da Fundação Rockefeller - Estados Unidos; Alberto Felix Alberto, da Argentina, e Nitis Jacon.
A assembléia geral começa amanhã com a participação de 24 núcleos de 22 países. ‘‘Um dos pontos da agenda é a discussão e alteração do estatuto, devido às mudanças na estrutura da Rede, ocasionadas pelos novos desafios que estão aparecendo em função da globalização mercadológica e sociocultural’’, comenta Nitis Jacon. Uma das importantes alterações foi a instalação da sede fixa em Londrina. A diretora cita ainda a ampliação do mandato da presidência de um para dois anos e a criação de quatro regionais da Rede - Sul, Andina, Caribenha e Centro-América.
Durante o encontro acontecerá também uma reunião de intercâmbio com convidados não-membros da Rede, ou seja, gerentes e administradores culturais, produtores, programadores, diretores de festivais, representantes de fundações internacionais, artistas, técnicos e observadores que vêm de outros países e continentes. Um dos convidados deste ano é Tomás Ybarra-Frausto, diretor de Artes e Humanidades da Fundação Rockefeller, instituição norte-americana que mantém a estrutura administrativa da Rede e fornece parte dos subsídios para os núcleos-membros, que contam também com o apoio de outras instituições. No caso de Londrina, o núcleo recebe apoio logístico da Universidade (UEL).
Outra atividade do encontro é o Minimercado Cultural, no qual cada núcleo apresenta vídeos com produções de sua cidade, região ou país, possibilitando a seleção para futuras apresentações em eventos e oficinas do núcleos da Rede. Segundo Nitis Jacon, serão 12 estandes equipados com televisão e videocassete, cartazes, exposição de livros e todo o material impresso de cada núcleo.
O Minimercado vai funcionar a partir de amanhã no Hotel Sumatra, diariamente das 12 às 18 horas. ‘‘O evento é aberto ao público e qualquer pessoa interessada pode requisitar informações e assistir aos vídeos nos estandes’’, observa.
Na segunda-feira, das 16 às 18 horas, haverá uma visita dos participantes à UEL, durante a qual professores, alunos e demais interessados poderão conhecer e discutir a função da Rede.

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