Projetos educativos usam da criatividade para estimular a formação de jovens leitores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de abril de 2012
Redação FolhaWeb 
Em um país que a média de livros lidos durante o ano por pessoa não passa de quatro exemplares, toda iniciativa de estímulo à leitura é louvável. Em Londrina, o Colégio PGD e a Escola Alternativa têm obtido sucesso em suas iniciativas de estimular o hábito de ler a partir da ''leitura prazer''. O primeiro passo é tomar o gosto pela leitura para depois ir se aprofundando nas temáticas literárias.
No início deste ano letivo os alunos do nono ano (antiga oitava série) do Colégio PGD receberam um desafio: ler em três meses a trilogia criada pela escritora norte-americana Suzanne Collins, cerca de 1.200 páginas, que já vendeu 30 milhões de exemplares no mercado mundial. Do susto inicial, veio a constatação - já no primeiro livro da série (Jogos Vorazes) - de que ler pode ser uma grande fonte de prazer, além de ampliar o conhecimento de mundo.
''É o tipo de livro que te prende, que você não consegue largar'', afirma a aluna Melina Filetto, 13 anos. Seu colega Vitório Carvalho Favoretto, 14 anos, se surpreendeu com o próprio desempenho: ''Ainda não tenho paixão por ler, mas estou adorando o livro. Quero que isso permaneça e o meu pai até achou que eu não iria conseguir dar conta'', brinca. Os títulos seguintes da série são ''Em Chamas'' e ''A Esperança''.
Com um enredo que mostra de forma ficcional o mundo em uma fase pós-apocalíptica, o livro em uma linguagem bastante acessível trata de temas que envolvem valores morais, política, opressão, protagonismo juvenil, as mudanças da adolescência, violência (em que jovens chegam a lutar até à morte em uma ''arena'' moderna) e decisões que podem definir o destino da humanidade. ''A série traz uma temática mais adulta que as coleções anteriores voltadas ao público adolescente, como Harry Potter e Crepúsculo. Envolve assuntos de interesse dos jovens e por isso acaba agradando tanto'', comenta o professor de português Cristiano Dias. ''O livro ainda traz referências da literatura clássica, da obra '1984' (de George Orwell) e 'Fahrenheit 451' (de Ray Bradbury), dentro de um contexto de reality show'', acrescenta.
Leia mais na reportagem de Ana Paula Nascimento
Leia também:
Um estímulo em forma de boneco


