Projetos de preservação tentam salvar espécies
Miranda, MS - O tuiuiú é a ave símbolo do Pantanal, mas são outros três animais que ganham atenção no Refúgio Ecológico Caiman: a onça-pintada, o papagaio-verdadeiro e a arara-azul, todos ameaçados de extinção e que contam com projetos de preservação. Conhecer os projetos é ter aulas de ecologia, biologia e conscientização ambiental. E descobrir como é caro manter os programas. Para monitorar cada papagaio são gastos US$ 2 mil por ano - 20 aves são acompanhadas. Já o orçamento do Projeto Arara Azul gira em torno de R$ 300 mil anuais. E o colar de radiotransmissão colocado nas onças custa US$ 350. Os programas sobrevivem graças a patrocinadores e doações.
O projeto que talvez chame mais a atenção é o do papagaio-verdadeiro, por ser um animal considerado comum. Poucos têm a noção que este é um bicho silvestre, explica a zootecnista Gláucia Seixas, coordenadora do projeto. Mil e quinhentos papagaios usam o refúgio como dormitório.
Desde 2002 no Pantanal, o Projeto Onça Pintada já identificou 35 desses felinos no Refúgio Caiman - 12 são monitorados. Em 10 anos vamos começar a ter respostas, conta a veterinária Cyntia Kaio Kashivakura. A grande dificuldade do projeto foi convencer os fazendeiros a não caçar as onças. Afinal, os felinos causam prejuízos - cerca de 400 cabeças de gado são atacadas por eles ao ano.
O tráfico de animais é o terceiro mais lucrativo do mundo, atrás de drogas e armas. E o valor da arara-azul no mercado negro chega a US$ 20 mil. Para evitar esse quadro, o projeto da ave está na ativa desde 1990. E 150 aves são monitoradas.
Roberto Klabin, proprietário do Recanto Ecológico Caiman (www.caiman.com.br) estuda trazer mais um projeto para sua fazenda. O animal escolhido deve ser a anta. (D.A.B./AE)





