O projetor do Cine Com-Tour/UEL é o mesmo que era utilizado no Teatro Ouro Verde desde 1952. Apesar disso, foi reformado e está em ótimo estado desde 2005, quando o cinema iniciou as atividades. Isso, entretanto, não faz diferença, porque as distribuidoras não estão mais fornecendo filmes em película, mas apenas em tecnologia digital. "Se há pouco mais de um ano o cinema recebia filmes de dez distribuidores, hoje, não passam de seis. Lembrando que são produções de anos anteriores. Daqui para frente, tudo vai piorar. Existem algumas produções em película de 2012 e 2103 que ainda não foram exibidas. Mas, em 2014, não houve praticamente nada", avisa Carlos Eduardo Lourenço Jorge, diretor da Divisão de Cinema da Casa de Cultura e responsável pela programação no cinema.
Ele destaca que em uma cidade como Londrina, que possui quatro grandes redes e um total de 26 salas, apenas o Cine Com-Tour/UEL exibe filmes fora do eixo comercial em toda região. "Todas as salas exibem os mesmos filmes ao mesmo tempo; um tremendo absurdo. É uma pena se o Cine Com-Tour/UEL deixar de operar, porque nele há opção de acompanhar os materiais independentes que sobrevivem à asfixia das produções norte-americanas", desabafa Lourenço Jorge. O cinema tem uma sessão diária e duas durante o fim de semana e possui 470 lugares.
Por outro lado, se o Cine Com-Tour/UEL está com os dias contados, o Cine Teatro Pe. José Zanelli, de Ibiporã, conta os dias para começar a operar com o novo projetor digital adquirido ao valor de R$ 250 mil. (M.T.)

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