Trazer à tona o passado da aviação brasileira, incentivando a aventura e gerando conhecimento é um dos objetivos do Projeto Hidrovião Jahú, presente na Adventure Sports Fair, encerrada ontem, em São Paulo. Durante a feira, a história do hidrovião foi resgatada através de fotos e materiais originais.
João Ribeiro de Barros tinha 27 anos quando em 28 de abril de 1927, após 12 horas de vôo sem escala, cruzou pioneiramente o Atlântico, numa altitude média de 250 metros, com velocidade de 190 km/h. Ao se aventurar em seu hidroavião vermelho de dupla fuselagem, nomeado de Jahu para homenagear sua cidade, saindo de Porto Praia (Cabo Frio, na África) e chegando ao Brasil, em Fernando de Noronha, o aventureiro não imaginava que sua ousada aventura fosse gerar admiração e interesse até hoje.
Este passado foi resgatado por Maria Aparecida Braga juntamente com seu marido, Marcelo Braga, que deram início a um simples projeto em 1998, quando pensaram em produzir um CD-ROM interativo para crianças e adolescentes. A iniciativa tornou-se um dos maiores resgates de aventuras da aviação brasileira, o projeto Hidrovião Jahu - O Pioneiro das Américas.
Em suas pesquisas, o casal conseguiu reunir um grande quantidade de material, como painéis com fotos, selos, desenhos e documentos originais do Jahú e de seu piloto João Ribeiro. Sem contar a recuperação da próprio avião, encontrado em estado precário, com grande parte tomada por cupins e brocas. Recuperado, hoje se encontra no Campo de Marte, no hangar do Polícia Militar. O próximo passo do projeto será o trabalho de construção de uma réplica.

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