Projeto quer divulgar atrativos do Paraná
Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
O Paraná não conhece o Paraná. Foi com base nessa conclusão que o professor de geografia e assessor ambiental Sérgio Ricardo Sayão criou o projeto Trilhas do Paraná. Seu objetivo principal é justamente divulgar os atrativos turísticos que o Estado oferece, com ênfase na ecologia.
Até o momento, Sayão já cadastrou 130 municípios, mas ele acredita que, pelo menos, 250 tenham potencial turístico inexplorado. Falta estímulo do poder público. O Paraná é muito rico em belezas naturais que, infelizmente, são pouco aproveitadas, justifica.
Segundo o autor do projeto, as prefeituras contatadas demonstraram muito interesse pela idéia, levando-o a acreditar que até o final do ano o investimento comece a dar os primeiros frutos. A próxima fase é a busca de parceiros que dividam as despesas de promoção das cidades através dos meios de comunicação.
Todos vão lucrar com isso. O empresário ganha na publicidade, as agências de turismo conquistam novos clientes, os municípios atraem investimentos e aumentam a sua renda, garante o professor de geografia que, por enquanto, não pensa em pedir apoio ao governo do Estado porque teme ser prejudicado pela burocracia.
Aumentar o número de empregos gerados pelo ecoturismo, incentivar a troca de informações entre os municípios, a prática de esportes radicais, a produção de artesanato, colaborar com instituições científicas de pesquisa e promover encontros para debater o ecoturismo são outras metas do Trilhas do Paraná.
Em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, os turistas podem conhecer o Morro Azul que tem 960 metros de altura e do qual pode-se avistar Curitiba e a Serra da Betara. O Salto Gabardo é mais uma criação natural que merece ser apreciada. Trata-se de uma pequena cachoeira com 10 metros de altura, localizada no distrito de Boichininga, nome originado de um rio que também formou um bonito cânion na região.
Quedas dágua belíssimas também são atrativos em Coronel Vivida, no sudoeste do Estado, como as cachoeiras Linha Borges (45 metros), Alto do São João (17 metros), Giordani (25 metros e Serpa (35 metros).Professor de Londrina pesquisa e mapeia atrações ecoturísticas no interior do Estado. Até agora, 130 municípios já foram cadastrados
Fotos: Sérgio Sayão/DivulgaçãoCORONEL VIVIDACachoeira Serpa, no sudoeste do Estado: queda dágua de 35 metrosVôo livre no Morro do Gavião, tendo como vista a represa de Chavantes, em Ribeirão ClaroTropeada no município de Turvo





