Projeto pretende dobrar número de turistas na região
Na década de 80, além de atrair turistas por causa das suas belezas naturais, o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, era parada obrigatória para quem seguia em direção a Foz do Iguaçu. O local recebia, na época, cerca de 130 mil pessoas por ano. Número que se manteve estagnado até hoje. No ano passado, foram registrados 125 mil visitantes em Vila Velha. Fica claro que é necessário criar mais opções para que o turismo volte para os Campos Gerais, diz o secretário Ney Leprevost, do Esporte e Turismo. Segundo o secretário, a região tem condições de atrair pelo menos 300 mil turistas por ano.
Essa é a meta do projeto de desenvolvimento turístico dos Campos Gerais, elaborado pela Ecoparaná, autarquia vinculada à Secretaria de Esporte e Turismo. Governo do Estado será responsável por toda infra-estrutura necessária. A iniciativa privada deverá oferecer novas opções de passeios, para colocar os Campos Gerais nos roteiros da operadoras de turismo e aumentar a permanência no local.
O projeto é magnífico e certamente vai atrair muito mais turistas para os Campos Gerais e gerar mais emprego e renda para a população local, diz Leprevost. Vamos promover várias parcerias para colocá-lo em prática. O roteiro preparado pela Ecoparaná tem no Parque dos Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada - que formam o complexo do Parque Estadual de Vila Velha - as principais referências. Já são pontos turísticos conhecidos e vamos explorar isso para atrair novos visitantes, diz Taco Roorda, presidente da Ecoparaná. A proposta é interligar os Parques Estaduais de Vila Velha e do Guartelá, passando pelos municípios de Carambeí, Castro, Tibagi e Ponta Grossa. Para isso, a empresa criou caminhos alternativos que cruzam a região, atravessando fazendas e rios com várias cachoeiras. Queremos atrair gente de todo mundo, dando enfoque específico ao ecoturismo, diz Roorda.
No projeto está previsto o manejo do Parque Estadual de Vila Velha para restabelecer a área de preservação ambiental e de exploração turística sustentável. Com o manejo serão criadas novas atrações no local. A Ecoparaná pretende viabilizar opções para o turismo equestre, trilhas ecológicas e mergulho. Além disso, a partir de Vila Velha serão estabelecidos três roteiros até a represa dos Alagados: um de carro (via parque), um de trem e um de trekking (caminhada).
As três opções passarão por atrações como o Buraco do Padre, Fazenda Capão Grande, Capão da Onça, Dolinas, Sumidouro, Furnas Gêmeas e Salto do Rio São Jorge. Os roteiros serão apoiados pela infra-estrutura de hospedagem, informações, entretenimento e lazer do Complexo dos Alagados. Ali, painéis e maquetes vão mostrar a importância histórica e econômica do transporte ferroviário. O local também permite a prática de esportes náuticos como canoagem e vela e a pesca esportiva.
De Alagados, o turista segue em direção a Castro por estradas rurais. No trecho Castro-Guartelá, a proposta é criar um pólo de ecoturismo ou turismo rural, explorando o potencial das propriedades que ficam ao longo do trecho.
No Parque Estadual do Guartelá será realizado um estudo para avaliar as condições do local e, assim, definir quais produtos turísticos poderão ser explorados, além do próprio canyon. Antes de abrir completamente o parque para visitação, a Ecoparaná vai avaliar o impacto do turismo sobre o local, definindo, a partir de um zoneamento da área, as atividades que poderão ser criadas. O estudo também vai levantar qual o número máximo de turistas que o Guartelá poderá receber ao mesmo tempo. É preciso desenvolver o turismo com responsabilidade e evitar agressões ao meio ambiente, diz Taco Roorda.DivulgaçãoVila Velha: manejo para restabelecer área de preservação ambientalDa Redação





