O sonho de conhecer vários países e transformar a própria realidade ganhou impulso depois que o atleta Helder Correa Alves começou a participar do Projeto Perobal, quando tinha 15 anos. Identificado com o atletismo, logo foi se destacando no esporte e, hoje, aos 18 anos, já conquistou duas vezes o título de Campeão Brasileiro, na modalidade de 400 metros: em 2005, na categoria Menores, e em 2006, na categoria Juvenil. Em 2005, participou do Mundial de Atletismo realizado em Marraquesh, no Marrocos.
''Acho que se não fosse pelo esporte não sairia de Londrina. Para mim, o esporte é importante para tudo, principalmente nos estudos, e pretendo fazer o curso de Educação Física. Participando do projeto, não fiquei ocioso nas ruas e passei a me dedicar em coisas que me darão um futuro melhor'', destacou o atleta, que junto com Fernando Corsi Silva, 18 anos, também ex-integrante do projeto, faz parte da equipe londrinense de atletismo. Silva compete na modalidade 400 metros com barreira e foi Campeão Brasileiro em 2005.
Ex-alunos da Escola Estadual Dr. Olavo Garcia Ferreira da Silva, já que agora cursam o Ensino Médio, são bons exemplos do quanto o esporte pode trazer benefícios para a vida de crianças e jovens brasileiros.
Para o diretor da escola, Sylvio Sidnei Benini, a participação ao projeto é muito requisitada pela maioria dos seus alunos e ele espera que o número de vagas possa ser ampliado em breve. ''É impressionante o quanto eles melhoram tanto no porte físico quanto no desenvolvimento escolar. Outro fator importante é que os alunos que fazem parte do projeto recebem dos pais um acompanhamento melhor, pela própria estrutura pedagógica do projeto'', afirmou.
A aluna Patrícia Braz da Silva, 13 anos, desde os 9 integra o Projeto Perobal. Antes de ter as tardes recheadas de atividades divertidas, contou que ficava em casa apenas assistindo à televisão e que seus pais ficavam preocupados em saber que ela ficava sozinha em casa. ''Depois que entrei para o projeto fiquei mais organizada e estudiosa. Adoro fazer artes cênicas e natação e não dá agora para imaginar as minhas tardes sem o projeto'', comentou.
Diego Teodoro da Silva, 14 anos, está há três anos e meio no projeto e é fã das aulas de futebol e cerâmica. ''Eu já treinava futebol antes de entrar no projeto, mas agora também melhorei na escola. Penso em ser professor de Educação Física e fico triste de ver tantas crianças que não estão tendo a mesma oportunidade de futuro'', lamentou.

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