ReproduçãoA Banda Municipal apresenta-se hoje no coreto do Calçadão: espaços alternativos atraem o públicoO Projeto de Ocupação Cultural da Secretaria de Cultura de Londrina vai completar um ano em março. Inicialmente criado para levar espetáculos ao público do Calçadão, o projeto foi ampliado e agora vários espaços alternativos, como a rodoviária, bairros e distritos, foram incluídos no roteiro.
Segundo o diretor de Ação Social, Waldir Clóvis de Assis, a programação é praticamente semanal e tem obtido grande receptividade do público. Hoje, às 11 horas, a Banda Municipal faz uma apresentação no Coreto, como mais uma atração do projeto. O próximo evento será na segunda-feira de Carnaval, às 20 horas, quando acontece uma noite do samba, pagode e samba-enredo no Conjunto Cafezal I (zona sul), com os grupos A Voz do Samba e Razão Londrinense.
Em março, a Secretaria da Cultura quer aproveitar o início das aulas na UEL e na UNOPAR para dar as boas-vindas aos calouros de 98 com apresentações de bandas londrinenses. Outro projeto, que nasceu da própria comunidade em parceria com a prefeitura, é a encenação da Paixão e Morte de Cristo. Em abril, pela primeira vez haverá três apresentações nos bairros Lindóia, Vila Portuguesa e na região dos Cinco Conjuntos.
A idéia do projeto é aproveitar o que Londrina tem de tradicional, como os Festivais de Música e Teatro, que levam a arte para as ruas. ‘‘Queremos fazer isso com o Festival de Dança, o Festival Unicanto de Coros e o Balé, além de realizar oficinas e cursos fora do circuito cultural’’.
Segundo Waldir Assis, hoje já existe o interesse das associações de moradores de bairros em querer levar eventos para a comunidade. Quanto ao público, o diretor de Ação Social não tem do que reclamar. ‘‘A receptividade tem sido fantástica. A arte na rua dá certo. Há pessoas, por exemplo, que não têm como levar o filho ao centro para assistir a uma apresentação num teatro’’.
O compositor Joaquim Braga, líder do grupo A Voz do Samba, salienta a importância do projeto: ‘‘Nem todas as pessoas têm acesso aos meios de comunicação, ou mesmo condições econômicas de frequentar eventos no centro’’. Segundo o músico, levar arte às ruas é democratizar o acesso da população aos meios culturais. ‘‘Se os órgãos responsáveis fazem eventos só no centro, a população dos bairros não vai, porque existe uma certa reserva, uma timidez, mesmo sendo eventos gratuitos’’, alega. Braga diz que, além de dar oportunidade a pessoas que não têm contato direto com a arte, o projeto também incentiva os artistas locais.
Waldir Assis conta que o projeto nasceu com base em duas determinações. ‘‘Do prefeito, em levar cultura a todas as partes da cidade e da secretária Ângela Marçal em prestigiar quem faz cultura em Londrina’’, diz.
O proprietário de uma lotérica no Calçadão, Sérgio Lopes Alves, faz parte do público cativo do coreto e comemora os eventos realizados no local porque, além de distrair, atrai mais público para aquela região. ‘‘Eu fui uma das pessoas que reivindicou estes eventos no Coreto, que até pouco tempo estava desativado e abandonado’’ - diz.

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