Projeto final em fase de ajustes
O projeto final de reconstrução do Teatro Ouro Verde ficará pronto até o final de janeiro. Um pré-projeto, que definiu o custo das obras no valor de R$ 16 milhões, foi entregue na semana passada ao Conselho Universitário da UEL.
Todo o trabalho está sendo realizado, em forma de doação, por uma equipe arregimentada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) através de um convênio firmado com a Universidade.
"As pessoas confundem o projeto básico com o projeto final. Na verdade, ele ainda encontra-se numa etapa de ajustes, de verificação de detalhes, de correções. A arquiteta Elza Koyama terá mais algumas semanas para passar um pente fino e observar se os projetos arquitetônico, elétrico, hidráulico, etc, estão compatíveis. É a fase de observar se não há sobreposição de elementos, se, por exemplo, um pilar não foi colocado onde já havia um cano", explica Silvia Galvão de Souza Cervantes, diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo da UEL e integrante da Comissão de Reconstrução.
Ela explica que os projetistas trabalharam a partir de informações e orientações
de professores da Universidade e de representantes de diversos setores da comunidade, sempre respeitando o desenho original dos arquitetos Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi e a reforma realizada em 2002 que levou à perda do funcionamento do Ouro Verde como sala de cinema.
"As características originais foram mantidas, conforme seu tombamento pelo Patrimônio Histórico Estadual. Há poucas alterações na parte mais visível do teatro. A mudança está na infraestrutura do prédio, que foi atualizado com novas tecnologias de cenografia, iluminação, acústica e climatização e também para seguir as normas de segurança e acessibilidade", salienta Célia Catussi, coordenadora dos trabalhos.
A estrutura do prédio, no entanto, não permitiu todas as adaptações de segurança exigidas pela legislação vigente. O projeto não prevê saídas de emergência. Um incêndio semelhante ao que destruiu o próprio Ouro Verde, por exemplo, poderia ser catastrófico no caso de haver pessoas no local. "Não tem como inventar uma rota de fuga, a não ser na hipótese de desapropriação de terrenos e prédios vizinhos. Construí-la atrás do palco também seria inviável, já que eliminaria os camarins. De qualquer forma, o mínimo de norma foi cumprido com a concordância do Corpo de Bombeiros", explica Silvia.
Segundo ela, o palco foi ampliado para atender reivindicações antigas de artistas de teatro. "Uma ou duas fileiras de poltronas frontais da plateia serão retiradas para dar lugar a um espaço reservado a pessoas com necessidades especiais", sublinha. "A perda será de, no máximo, 50 poltronas. Chegamos a um consenso de que o custo-benefício do aumento do palco e a retirada das poltronas traz mais benefícios", completa Célia.
Após a entrega do projeto, o processo de reconstrução seguirá os trâmites burocráticos de abertura de edital de licitação - isso desde que o governador Beto Richa inclua como prometeu - a emenda no valor de R$ 16 milhões no orçamento de 2013 do Paraná. (N.S.)





